Voltando para a vida de solteira

Adoramos abrir o Que Nem Mocinha para outras mocinhas! Nossa convidada da vez é a Bianca S., que está em um momento da vida que muitas poderão se identificar: depois de seis anos em um relacionamento, ela voltou para a vida de solteira. No texto a seguir, ela conta um pouco sobre como é estar de volta a solteirice, com todos os novos tipos de relacionamentos. Chega de enrolação. Com a palavra, Bianca!

Não sou de escrever muito, sabe como é, né? Prefiro falar numa mesa de bar, regada a álcool e cheia de amigos sem hora pra ir embora. Falar é comigo mesmo! Falar de sexo então nunca foi um tabu e continuo achando que não deveria ser. Sexo é sexo! Sempre digo isso, para todos que conheço. “Somos animais — civilizados eu sei — mas animais, e pele é pele, carne é carne, tesão é tesão. E de sexo todo mundo gosta, se não gosta faz de novo que algo foi errado!”.

Mas a vida tá ai pra dar umas porradas na gente e fazer os nossos olhos abrirem pro novo, pro desconhecido, pra excitação com o curioso. Lá vou eu começar a falar de excitação. E o lead do texto, cadê? Bom, vamos deixar ele mais lá pra baixo (que meus professores de jornalismo não me matem), porque preciso me apresentar um pouco.

Mesmo sendo assim, solta e leve com essa alma de menina não mocinha, e zero tímida, falo alto, sou meio intensa e escandalosa às vezes, fui criada em colégio católico. Freiras pra lá e pra cá nos corredores, um crush não correspondido aos 12 anos e uma auto estima não tão alta assim. Só depois do primeiro namoradinho de adolescência, o primeiro intercâmbio e a primeira época livre e solta no mundo que a minha sexualidade bateu a porta e pediu para entrar. Não estou falando que não me interessava e não gostava de uma pegada aqui outra ali, não era isso, mas assim, sexo bom, bem feito e com prazer, tipo de gente grande, veio tarde. Mas quando a tal sexualidade chegou, não pediu muito licença não, entrou chutando a porta, tipo assim, que nem mocinha! (brincadeiras a parte)

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Agora sim, o lead. Depois de quase seis anos de um ótimo e construtivo namoro, com uma pessoa incrível (sim, tenho carinho pelo ex), minha vida virou de ponta cabeça. No bom sentido! De uma hora pra outra sai da zona de conforto sexual, daquele corpo tão conhecido, do jeito que eu sabia fazer, com o jeito que ele sabia fazer, com a mesma pele, mesmo beijo, mesmo gosto, mesmo toque, mesmo cheiro e mesmo calor… Para o novo! Ui, até arrepia quando a gente fala assim, no totalmente novo! Bom, encontrei, pelos acasos da vida, uma pessoa que vive uma vida muito diferente da minha: quase nenhum namoro na lista, muitas transas sem compromisso, muitas amigas que viraram sexo e uma vida sem culpa, pressão e mimimi quando o assunto é relacionamento. E ai? Que no meio de uma fossa, meio bad vibe pós termino, e me descobrindo como mulher solteira na pista na night, eu me descobri numa relação de PA (Pau Amigo), peguete ou o nome que vocês quiserem rotular. O importante é que eu me vi na cama com um outro homem, completamente diferente do ex fisicamente, e com um sexo foda! Um sexo sem rotina, sem pressão e sem mimimi.  Me vi numa vida de solteira, fazendo o que eu queria fazer com outras pessoas mas, ao mesmo tempo, marcando um chope e um motel; um cinema e a casa dele; minha casa e uma night depois; sexo na hora do almoço, ou só motel, só foda, só sexo. Assim, como quem marca de fazer a unha durante semana. “Oi, vai fazer o que? Nada? Eu também, bora pro motel? Beleza, então!”. E assim, simples assim, sexo por sexo, pele por pele, dar e receber prazer porque sexo é bom e faz bem pro corpo e pra alma!

Não vamos culpar o ex, gente, mas namoro às vezes cai na rotina e o conhecido é sempre a zona de conforto. O sexo era muito bom, não vou negar, vamos dar os créditos ao menino, mas o novo… O novo é sempre muito excitante.

Mas o mais excitante não foi só o sexo novo, com outro corpo dividindo o lençol e se encaixando em mim no banco de trás do carro; com um outro perfume, uma barba roçando no pescoço e uma mão larga segurando minhas coxas. O diferente de tudo isso foi a falta da regra da monogamia, sabe? O poder fazer sexo com outros, mas ter o PA disponível ali. O que a relação de PA pode trazer pra esse momento da minha vida, pós termino é perfeito. Uma grande amiga me disse uma vez – enquanto eu namorava e na hora não dei valor – uma grande verdade da vida: todo mundo deveria ter um PA uma vez na vida! Oh coisa boa, pqp! Mas nada nessa vida são flores, né?

Vamos ao mini problema ou a minha dica caso você esteja pensando qual dos seus amigos toparia fazer isso com você (sim, confessa que você pensou!). A mão dupla existe. Então assim, sou aquariana com ascendente em áries e vênus em áries. Se não sabe o que isso significa, vamos jogar ai no Google. Mas, resumindo, sou fria e bem racional, mas super possessiva. Então, além do ótimo sexo, tem que vir junto um certo desprendimento que é difícil gente, confesso, aqui, perante vocês. Ser um ser evoluído e desprendido da posse e do ciúmes é foda! Tipo, como assim o meu PA é PA de outras pessoas ou já foi ou vai ser? Ou como assim ele não pode sair comigo hoje porqque vai pegar uma amiga dele e sair pra jantar com outra menina? Para tudo! Meu é meu! Sai fora!

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Ai eu paro, respiro e falo pra mim mesma no espelho: “É assim, aceita que a vida tá boa. Não quer sexo sem compromisso, estar soltinha na vida sem monogamia e sem relacionamento serio no status do Facebook? Então segue a vida.” E sim, a vida segue. To aprendendo, às vezes o ciúme vem, a crise e o ataque de posse chega e eu tento guardar dentro de mim e… Passa. Porque como sempre disse a minha mãe: nada na vida é perfeito. E se tá perfeito tem algo errado ai, analisa com calma!   Mas acho que isso ai é algo meu mesmo, tenho amigas super desprendida e de boas, que conversam com o PA sobre os peguetes e o PA conta das peguetes pra elas e tal. Tudo assim, de boas e na amizade! Até porque o “A” da sigla tem um sentido, né?

O resumo desse texto meio desabafo, meio experiência própria, meio testei e aprovei é: tenha um PA ou BA. Se a vida te der um de presente, aceita, amiga! Pode não ser PA, pode ser um peguete fixo, mas sem compromisso de monogamia e namoro. Pode ser um amigo ou amiga que você adora e sempre teve um crush e sabe que manda bem. Pode ser o vizinho que tá ali pertinho de bobeira e solteiro, ou aquela menina que você vive encontrando na academia… O importante é: pega essa pessoa, põe na sua cama, goza com vontade, testa tudo que você sempre quis testar (canguru perneta, mènage, sexo em público, mão boba no cinema, tá tudo liberado) e vai ser feliz! Porque se no futuro essa pessoa vai virar uma lembrança, um ex-PA, um amigo que eu tive um lance ou o futuro namorado. Ninguém sabe, mas o agora tem que ser vivido com muito sexo na hora do almoço, muito orgasmo numa quarta às 17h da tarde, muitas descobertas a dois, sozinha e com outros e muita vontade realizada sem mimimi e sem compromisso! 😉

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