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Corpo,  Sexo

Masturbação feminina: Até quando vai ser tabu?

Nossa, assim na lata? Sim, já no título! Porque essa semana essa mocinha que vos escreve está direta. O texto de hoje vem de encontro com uma notícia linda que vi hoje no meu feed. A cantora recifense Flaira Ferro lançou um clipe sobre… Liberdade e masturbação. Sobre o poder e a força da mulher que se conhece, se toca e se ama. E aí o Youtube censurou o vídeo, que agora está disponível apenas no vimeo. Vamos falar mais sobre isso?

Segue um pedaço da música e o clipe para reflexão. “Não tem coisa mais bonita / Nem coisa mais poderosa / Do que uma mulher que brilha / Do que uma mulher que goza”. Podemos concordar 110% com ela? O clipe traz cenas de mulheres normais se tocando, sentindo aquele prazer que nós amamos e… Gozando! Para muitos o clipe foi ofensivo, desnecessário e são muitos os comentários dizendo que o vídeo é “um absurdo.

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E ai eu pergunto a vocês: quantos vezes vocês já ouviram homens falando que iam “ficar no 5 a 1”, “bater uma”, “tomar um banho demorado”… São vários nomes para a masturbação masculina – todos aceitáveis. Dá até canseira!

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Mas porque tudo que é feminino ofende? Por que quando o seu prazer é para satisfazer o casal é aceitável, mas sozinha é pecaminoso? Chega de colocar culpa nessa sua mente! CHEGA! PAROU! Vivemos em uma sociedade machista em que qualquer assunto ligado a sexo tem que ser masculinizado. Masturbação feminina é real, é bonito e é natural.

Você mocinha, que está lendo esse texto, lembra quando foi a última vez que você se tocou? Sentiu seu clitóris e seu corpo em sintonia? Se você nem se lembra, senta que lá vem textão. Use o fim de semana para se tocar, se conhecer. Veja o que o seu corpo é capaz de fazer e como você pode se dar prazer. O clitóris não é enfeite: é para ser usado!

Masturbação feminina é tabu porque nos disseram que é. Agora queremos apagar esse pensamento e substituir por outro: masturbação feminina é bom. É autoconhecimento. Pode ser com sua mão, chuveirinho ou vibrador. Pode ser no quarto, no banho… Onde você se sentir a vontade e tranquila. Vamos entender de uma vez por todas que se dar prazer não é errado.

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“Estou me masturbando. Te disse que eu passaria o dia fazendo isso”

Segundo matéria da BBC: “Na internet, os resultados de pesquisas sobre masturbação feminina são, em sua maioria, pornográficos. Enquanto isso, os relacionadas à prática masculina tendem a ser mais informativos.”. Mulher precisa de informação, de ideias concretas e fatos, sem tabu e preconceito. Se você nunca teve aquela conversa com sua mãe ou gineco, se liga no resumo. Se tocar e se conhecer é o ponto inicial de uma vida sexual sadia e gostosa. Não leve para o lado pornográfico e nem se sinta uma vadia por gostar de se masturbar.

É bom demais ter orgasmo, se dar prazer. Se você está em um relacionamento, porque não começar a se tocar nos momentos íntimos e depois passar para a versão sola? quenemmocinha- toque

O texto surgiu desse clipe, que eu achei tão natural e bonito. Fiquei pensando que muitas amigas minhas devem achar demais, exagerado e desnecessário. Então eu me pergunto: até quando nós, mulheres, queremos ser liberais e não falamos sobre isso? Até quando nós lutamos por sermos donas dos nossos corpos, mas nunca nos masturbamos e muito menos falamos sobre isso com parceiros (as)?

A quantidade de amigas que olham pros lados quando falamos de sexo em público é bem grande. Mas homem falando de mulher gostosa e do sexo do final de semana é aceitável. Homem falar e brincar com o tamanho do pênis do amigo é normal. Você falar com sua amiga sobre orgasmo é loucura! Tá louca? Então não seja essa pessoa. Se conheça, entenda seu corpo, fale para o seu parceiro(a) o que você gosta e pratique. A pratica leva a perfeição! 😉

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Bia Silveira

é jornalista, escritora nas horas vagas, louca das redes sociais e, como vocês vão descobrir através dos mil textos, super ultra tagarela. Sabe que veio sem aquele botão do resumo e do silêncio na sua fabricação. Ligada no 320volts, com a mente sempre em busca de algo novo, pode parecer meio curta e grossa, mas jura que tem um coração grande e paciência pra ouvir os problemas dos amigos. Se descobriu feminista em 2010, quando viajou sozinha para um intercâmbio e percebeu que seus pensamentos e suas ações incomodavam muita gente preconceituosa. Não gosta de começar discussões, mas se chamar para falar de assunto tabu, sai de baixo! Apaixonada por viagens, livros de romance água com açúcar, seriados do Netflix e gastar um dinheiro considerável com coisas de farmácia. Acredita que ninguém tem apenas uma metade da laranja nessa vida e que amor e relacionamento dão trabalho, mas valem cada segundo gasto! Confira as matérias escritas por ela aqui. Para entrar em contato com ela, envie um e-mail para bianca@quenemmocinha.com

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