Submissa: na ponta do chicote

Hoje abrimos espaço para a Sofia Medioli, que vai aparecer bastante aqui no Que Nem Mocinha. Ela estreia no blog falando sobre escravidão sexual, depois que uma mocinha nos enviou a seguinte pergunta:

Preciso de um help.
To querendo esquentar a minha relação e de uns tempos pra ca anda bem parada.
Tô pensando em bancar a Escrava sexual.
Vcs tem algumas dicas….???

Agora, a Sofia quer saber: você está preparada para abrir mão do controle da sua vida por alguém, e ainda sentir muito prazer com isto?

Nos últimos tempos, os fetiches estão na moda! Livros e filmes nos fizeram adentrar mais fundo no mundo BDSM, e certamente esta onda provocou a curiosidade e o desejo de muitas mulheres em conhecer um Sr. Dominador que as fizesse chegar nos limites do prazer. Mas antes de tudo precisamos entender como funciona este mundo, e onde nos encaixamos destro deste lifestyle.

A sigla BDSM significa:

Bondage – É a arte da privação dos movimentos, e nela pode-se amarrar a submissa com cordas, panos, algemas, fitas ou qualquer material que o Dom achar agradável.

Dominação – É mais do que uma prática, a dominação é um instinto natural. O Dominador detém o poder das ações e decisões dentro e fora da cama, cabe a ele comandar tanto a sessão quanto o relacionamento.

Submissão – A Submissa é o papel mais importante de todo este cenário, pois sem ela não haveria nada disto. Cabe a ela satisfazer seu Dominador, em todos os âmbitos sem questionar, por que isto lhe dá prazer, é sua motivação.

Masoquismo – É o prazer em sentir dor, e ele pode vir de muitas maneiras. Há praticas que envolvem desde simples tapas, até chicotes, açoites, cintos e os mais variados tipos de objetos que possam infringir dor, mas também excitem este submisso.

Como podem ver, tudo isso é uma engrenagem composta de várias peças e os comportamentos e desejos se fundem e se completam na realização destes fetiches. O Dominador não é um príncipe encantado das trevas que sabe tudo e te fará um ser sem vontade própria, que vive para obedecê-lo. Muito pelo contrário, a missão dele é te fazer crescer e evoluir, não só sexualmente, mas como pessoa, para que a posse mais importante dele esteja bem cuidada. Porém, isto envolve muitas tarefas e responsabilidades. Será que estamos prontas para perdemos o controle da situação para ver o outro sentir prazer?

Sua maior tarefa será agradá-lo! Não somente na parte sexual, mas em tudo que envolve a satisfação dele. Desde roupas que ele ache atraente que vista, comidas preferidas, massagens e etc…

Antes de deixar que ele faça o que quiser na cama, você precisa saber quais são seus limites de dor, para que primeiramente ninguém saia ferido e também para que as práticas que fizerem sejam para o prazer de ambos. Teste ser amarrada, apanhar em níveis graduais de dor, cumprir pequenas ordens como ficar de quatro para ele ou somente chegar ao orgasmo quando ele permitir. O espere nua ajoelhada no pé da cama um dia e lhe diga que neste momento está lá apenas para servi-lo, e deixe que ele conduza todas as vontades que ele tiver, por exemplo. Aos poucos vocês irão construindo um laço de confiança dentro desta fantasia, e a cada prática este mundo que criarem juntos ficará cada vez mais profundo e maior.

“Ainda tem muito preconceito no mundo e pessoas que acreditam que isso é errado e abusivo”

Quando se trata de desejos e fantasias sexuais, o céu é o limite! Não devemos ter vergonha de vestirmos um personagem, pois esta mudança de papéis na vida pode ser muito libertadora, e bancar a menininha obediente pode ser muito excitante para mulheres que são Alfa no trabalho e em casa.

A Submissa não é um capacho, um “ser objeto”. Ela está apenas vivenciando o lado mais animal de seus desejos e não tem vergonha de assumir suas fantasias! Uma mulher que decide perder-se acaba conquistando muito controle de si mesma, e com isto conhece lugares que nem imaginava na sua mente e no seu corpo.

Arrisque-se a conhecer seu lado mais escuro, e tenho certeza que não irá se arrepender!

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