Erika Responde

Erika Responde: sobre DP e bissexualidade

É com muito orgulho que anunciamos a estreia da nova coluna do Que Nem Mocinha, a Erika Responde! Erika Oliveira é uma psicóloga e sexóloga que vai responder as perguntas que vocês enviarem para ela. Chega de enrolação, vamos lá!

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A primeira pergunta é a seguinte:

Hj vemos muitos jovens confusos com sua sexualidade, alguns se definem como bissexual, poderia me explicar porque a pessoa chega a essa definição e se ela realmente vive bem gostando de se relacionar com ambos os sexos?

Na adolescência, a identidade sexual ainda não está formada, por isso, é mais comum que ocorram experiências nesse período, como uma forma de desenvolvimento e descoberta da própria sexualidade. Isso não significa que esses jovens são bissexuais, já que eles podem não prosseguir com esse comportamento na vida adulta. Na verdade, existe o mito que se uma pessoa teve alguma relação com alguém do mesmo sexo ela é homossexual, ou bissexual, mas isso não é verdade. Pode ter sido uma prática isolada e não corresponder à orientação da pessoa.

Não existe uma regra matemática que defina se a pessoa é ou não bissexual, muitas vezes uma pessoa hétero pode ter tido algumas experiências sexuais com uma pessoa do mesmo sexo e mesmo assim não se considera homossexual, nem bissexual, muito menos “confuso sexual”. Era simplesmente alguém em busca de prazer e experiência sexual.

O bissexual é a pessoa que sente atração, tem desejos e estabelece vontades sexuais com ambos os sexos. Ao longo de nossas vidas mantemos relações com diversas pessoas, de ambos os sexos, e criamos sentimentos de empatia com elas, mas isso não caracteriza a bissexualidade, já que essas relações não apresentam, necessariamente, um envolvimento amoroso e sexual.

Muitos bissexuais entram em relacionamentos monogâmicos, isso não significa necessariamente que ele ou ela deixou de ser bi e passou a ser heterossexual ou homossexual. A pessoa só está em um relacionamento.

Infelizmente existe muito preconceito em torno do tema, é preciso maior visibilidade aos bissexuais, combater o estigma de que são confusos sexuais, hedonistas ou que há apenas mulheres belas bissexuais (fruto da fantasia do homem heterossexual, mas isso é tema para outra pauta). O bissexual tem todas condições necessárias para ser feliz em suas relações, a primeira é aceitar sua natureza e ver o mundo além de um armário imposto pela sociedade.

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O que as pessoas acham que bissexualidade é/ Como a bissexualidade de fato é

A segunda pergunta é a seguinte:

É natural se excitar com videos de DP mesmo nunca tendo praticado?

Para quem não sabe, DP significa “dupla penetração”. E sim, é super normal e principalmente super saudável também. Na fantasia vale tudo! Não há distinção da moral, não há regras de classe, cor, credo, gênero, tipo de sexo ou orientação sexual.

O senso de “saudável” ou de “distúrbio” não faz sentido no âmbito da fantasia. Na fantasia tudo é possível, inclusive fugir de padrões impostos socialmente, ou mesmo de padrões que foram se construindo ao longo da vida. A realização da fantasia torna-se possível quando os parceiros estão de comum acordo e se sentem confortáveis com a ideia de viver determinada experiência.

Fantasiar e viver fantasias faz parte do universo erótico para excitar e despertar o prazer. É um dos lados lúdicos do sexo que pode ser muito bem-vindo para incrementar a vida sexual. Agora, trazer a fantasia para realidade, ira depender unicamente de você, mocinha! É preciso que você conheça e respeita seus limites e principalmente que esteja com muito tesão para tal.

Erika Oliveira

Psicologa e Sexóloga, por curiosidade e vocação. Quando tinha 12 anos "devorou escondida" a coleção de livros sobre sexologia de sua mãe, ali nascia o interesse por uma das temáticas mais atraentes, enigmáticas e cheias de tabu: A sexualidade Humana. Na adolescência ensinava as amigas a como colocar absorvente, que siririca não engravidava, e quais eram sintomas da gravidez. Na juventude curtiu como muitas meninas, de beijos e carinhos entre meninas e meninos, conheceu o mundo BDSM ,as baladas GLBTS e por fim se apaixonou por um dentista de esquerda. Hoje é mãe da pequenina Eva,na maternidade sentiu necessidade de engajar-se na luta de igualdade de gêneros e emancipação das mulheres. Ativista feminista, se não está trabalhando, está brincando de pintar e contar historia com a sua filha, ou tomando uma cerveja com marido (aquele dentista de esquerda) conversando sobre as mazelas do mundo e como o amor é maior ato de revolução.

3 Comentários

  • julia salles

    Lendo sobre DP, eu gostaria de saber qual melhor forma, se tem cremes específicos e se eu fizer não ficarei com fama de vagabunda ( meu noivo quer muito)

  • Monica Dias Lima

    Oi, meu nome é Monica e tenho 40 anos, sou casada ha 20 anos e tenho um filho de 2 anos.
    Depois do nascimento do meu filho, a minha vida sexual não é a mesma.
    Eu acho que perdi o interesse pelo meu marido, tenho dificuldades e dores no ato sexual, não lubrifico mais.
    Estou preocupada, sei o quanto isso afeta mibha vida e do meu marido,quero salvar meu casamento e não sei mais o que fazer.
    Por favor….me ajude.

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