Cuckold: O homem que gosta de ser corno

O que vem a mente de vocês com a palavra “corno”? Muitas vão imaginar a clássica cena em que o marido chega mais cedo e encontra sua mulher com outro. E se eu te contar que existem caras que gostam de ser cornos – ou mais, que gostam de ver suas mulheres transando com outros homens? Pois é! São os cuckolds, “fenômeno” muito comum nas casas de swing. Deixe seus preconceitos de lado e vem comigo que eu te explico melhor.  

Eu nem entendi um pouco direito…

Vamos do início. O nome cuckold é uma adaptação do inglês cuckoo, que nós conhecemos como “pássaro cuco” – aquele dos relógios. Na natureza, esse animal aceita receber em seu ninho uma fêmea que vai botar ovos de outros machos. Dessa forma, um cuckold é aquele que gosta de imaginar, saber ou até mesmo ver o companheiro, seja homem ou mulher, tendo relações sexuais com uma ou mais pessoas.

No Brasil eles são chamados de “cornos”, mas não pense que qualquer um pode chamá-los assim. Como explicou bem Marcos Nogueira no livro Sociedade Secreta do Sexo, só quem é cuckold pode chamar seus iguais de “corno”. As mulheres que praticam também ganham nome próprio: “putas”. De novo, só elas podem se chamar assim, viu?

Mas isso existe mesmo?!

Sim, e é mais comum do que vocês imaginam. A Sexlog, rede social de sexo, fez uma pesquisa para saber quais eram os fetiches mais buscados por brasileiros. O levantamento foi separado por estado e em todos eles a palavra “corno” aparece om número significativo de buscas. No sul e sudeste, o termo ocupa o primeiro lugar no ranking.

que nem mocinha - cuckold gif 1

Tá… E como isso funciona? 

Assim como nos outros fetiches, o cuckold pode se satisfazer de várias maneiras. Cabe ao casal decidir qual delas mais se aplica ao que eles gostam. Aqui estão alguns exemplos:

  • A mulher transa com outra pessoa fora de casa e, ao chegar, conta os detalhes para o parceiro;
  • A mulher transa com outra pessoa enquanto o parceiro escuta tudo em um quarto ao lado;
  • A mulher filma a transa e mostra para o parceiro;
  • O parceiro fica observando a ação entre a parceira e o amante, sem participar hora alguma;
  • O parceiro vê sua mulher transando com o amante e depois transa com a mulher, com o esperma do outro dentro dela. Por favor, mocinhas, evitem isso. Não é uma prática segura!
  • O parceiro participa da ação (ménage à trois), alternando momentos de atividade e de voyeurismo.

Duas observações em relação aos modos como o cuckold pode ser praticado. A primeira é em relação ao cream pie, nome dado ao esperma que fica na vagina ou ânus da mulher depois que o homem ejacula. Não é à toa que recebe esse nome, já que o orifício fica parecendo mesmo uma torta de creme. Muitos “cornos” gostam de lamber o esperma, prática que está diminuindo bastante porque as pessoas estão cada vez mais usando camisinha – ainda bem! O contato com os fluídos sexuais podem passar diversas DSTs, mesmo se for via oral. Lembrem-se:

que nem mocinha - cuckold

“Seguro seguro é ótimo sexo”

A segunda observação é para ressaltar a diferença entre cuckold e threesome, ou ménage a trois. Os dois casos podem envolver uma mulher e dois homens, mas nem sempre todas as partes interagem. O cuckold não quer, necessariamente, transar com sua esposa e um outro homem. O que o excita é ver a mulher com outra pessoa, ser voyeur dessa relação (direta ou indiretamente). Como eu falei ali em cima, o casal deve conversar e ver qual tipo de prática eles preferem.

Como conversar com seu parceiro ou parceira sobre a prática

Eu sei que a primeira abordagem é sempre mais difícil, ainda mais porque a outra pessoa pode achar que é um “teste” para ver se ela te trairia. Não vai ser fácil quebrar esse gelo, mas lembre-se que todo relacionamento saudável se baseira na confiança. Seu parceiro ou parceira não vai te julgar e conversar sobre fantasias sexuais ajuda a melhorar o relacionamento.

que nem mocinha - cockold - ilustração

Quando conversarem, deixe bem claro que não é um “teste” e que essa vontade é real. Nós crescemos em uma sociedade que impõe a monogamia, então a pessoa pode ter dificuldade em se imaginar com outro parceiro ou parceira, ainda mais com o “original” assistindo. O diálogo, mocinhas e mocinhos, é fundamental. Se ambas as partes toparem, não corram para a casa de swing mais próxima. Sentem e conversem sobre o que vocês esperam da experiência, quais limites topam ultrapassar e quais são as coisas que são proibidas.

Na hora H

Uma vez que vocês já conversaram, procurem uma boa casa de swing. Pesquisem bem e leiam relatos sobre a prática na internet. O que mais tem por aí são blogs escritos por cuckolds e suas esposas. Não tem pressa: podem ir a uma casa liberal só para conhecer e ver se vocês curtem o local. Ah, só mais uma coisinha: não se esqueçam da camisinha!

Deixe uma resposta