Seis meses sem anticoncepcional

Olá, mocinhas do meu coração. No tutorial de hoje, eu vou ensi– brincadeira, só não tinha um jeito legal de começar esse post mesmo. Hoje eu vou falar sobre as principais mudanças no meu corpinho depois de bater a marca de seis meses sem tomar a pílula anticoncepcional. Parece muito tempo, mas vou te falar: passou em um piscar de olhos. Não quero servir como exemplo para ninguém, porque cada corpo é diferente e as reações variam de mulher para mulher. Vou só contar minha experiência e, quem sabe, tirar dúvidas de quem está pensando parar com a pílula. 

Tudo começou há um tempo atrás, na ilha do sol. Os meus motivos vocês já sabem: queria me livrar daquele turbilhão de hormônios entrando no meu corpo diariamente. Por que somos nós, as mulheres, as responsáveis por prevenir a gravidez? Aos homens, apenas a responsabilidade da camisinha e, mesmo assim, temos que ficar em cima, porque muitos caras vem de mimimi para cima da gente. Agora, quase 60 anos depois do anticoncepcional ser inventado, é que começou uma maior discussão sobre a versão masculina da pílula.

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O maior pai que você respeita.

Depois da minha decisão, eu fiquei um mês sem tomar o AC. Em apenas 30 dias, eu notei que meu corpo já estava diferente: na primeira menstruação, eu me senti que nem a Carrie no baile de formatura dela e minha libido aumentou consideravelmente. Sentia com mais intensidade e com mais vontade. Era algo meio louco, mas muito bom. Só que eu ainda estava meio insegura, falei com meu ginecologista e ele me indicou, meio a contragosto, o DIU, que é um dispositivo inserido no útero. Existem dois tipos: o de cobre e o hormonal. Na época, eu decidi que colocaria o de cobre e, até lá, tomaria a mini pílula porque não me sentia segura usando apenas camisinha.

Isso durou um mês. Parei com a mini pílula e, desde então, uso a camisinha como único método para evitar a gravidez. Me sinto até mais segura: além da gravidez, também estou me prevenindo das DSTs, já que o preservativo é o único contraceptivo que evita as doenças sexualmente transmissíveis. Depois de muito enrolar, finalmente comecei a ver os tramites necessários para colocar o DIU. Se tudo der certo, acredito que até abril eu já esteja com ele. Claro que vou registrar tudo em posts aqui no blog, então fiquem atentas!

Leia também: Camisinha: Mitos e Verdades

A menstruação depois do anticoncepcional

No primeiro ciclo depois que eu parei com a pílula, parecia que eu tinha virado a Carrie. O fluxo veio muito maior do que o normal, mas se normalizou depois de um tempo, o que me deixou bem aliviada. Outra coisa que voltou ao normal, ou melhor, ao “anormal” foi o dia das regras. Entre os 12 e os 17 anos, idade que eu menstruava sem o AC, meu ciclo era muito desregularizado. Pois bem, desde que eu parei com a pílula, ele voltou a ser. O problema é que, agora, vem a leve preocupação se eu estou grávida ou não, o que é muito bacana, #sqn.

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(Não está) grávida

Mas só uma coisinha: reparem bem que o meu ciclo já era assim antes da pílula. Agora que eu parei com o anticoncepcional, ele voltou a ser o que era, então a culpa não é do AC. Significa apenas que o meu corpo está se ajustando a falta de hormônios extras. Para controlar isso, eu voltei a anotar na minha agenda os dias que eu começo a menstruar, para ter uma noção do espaçamento e se é para ficar preocupada ou não. Também baixei um aplicativo para acompanhar o meu ciclo, o Clue. Uso tem pouco tempo, mas estou gostando bastante.

Queda de cabelo

Isso mesmo que vocês leram. Muitas meninas, depois que param de tomar a pílula, tiveram queda de cabelo — e eu fui uma delas. Mas nada de drama, vocês não vão ser a nova versão da Camila, a personagem da Carolina Dieckmann em Laços de Família. No início é pior, mas depois de um tempo (três, quatro meses) volta ao normal. Quando a mulher começa a tomar ou para com o anticoncepcional, pode ocorrer o chamado “efluvio telógeno”. Isso é, um encurtamento do ciclo de crescimento dos cabelos. Como consequência, aumenta o número de fios que se desprendem do couro cabeludo.

Agora, se a queda não parou ou está muito grande, o melhor é procurar um ginecologista ou dermatologista. O médico pode pode pedir um exame hormonal para saber se está tudo ok com o seu corpinho. Se o resultado voltar com tudo normal, pode ser o caso de procurar a ajuda de uma nutricionista, já que o seu problema pode ser a falta de determinas vitaminas.

Espinhas, espinhas, espinhas!

Uma das coisas que eu mais gostava do anticoncepcional era que ele transformou meu rosto típico de adolescente na mais suave pele de bebê. Quando eu parei com a pílula.. As espinhas voltaram com forma total. Demorei um tempinho até procurar uma dermatologista e, confesso, levei uma pequena facada com os produtos que ela me passou. Mas, de novo, a culpa não é do AC: eu tinha muita espinha antes de começar a tomá-lo e, quando parei, elas voltaram. Meu corpo está voltando “ao normal”, o que é bom.

Então, se você está passando o mesmo que eu, procure um dermatologista competente. A minha, antes de passar a lista de produtos, me fez uma série de perguntas para determinar se as espinhas eram mesmo causadas pela interrupção do anticoncepcional. Perguntou o que eu comia, se estava tomando algum remédio ou suplemento. Disse ainda que, se em dois meses o tratamento não adiantasse, ela iria pedir um exame hormonal para saber o que mais poderia causar. Os produtos que ela passou estão fazendo efeito, e eu estou mais atenta ao que estou comendo, evitando coisas gordurosas, com muito óleo.

“Prazer, eu sou o seu corpo”

A maior e mais importante lição que eu aprendi nesses últimos seis meses foi conhecer o meu próprio corpo. Passei a notar os sinais que ele me mandava. Sabia que estava para ficar menstruada só de perceber as mudanças do meu corpo, e, quando ficava estressada, sabia que isso iria afetar no dia da regra. Com a pílula, não tinha isso: eu menstruaria na pausa entre uma cartela e outra, independente do que acontecia na minha vida. Não ter mais isso fez com que eu prestasse mais atenção ao meu corpo. Meus seios estão maiores? Estou mais irritadiça, mais cansada? Com uma vontade irracional de comer muito? Três ou quatro dias depois, bingo!, a menstruação descia.

Isso só me trouxe benefícios: passei a me alimentar melhor para evitar ficar muito inchada, bebo mais água, me exercito mais e evito certas atividades durante a TPM. Dessa forma, ajudo o meu corpo a funcionar melhor, principalmente “naqueles dias”.

A versão gringa da Glamour fez um vídeo super bacana e didático sobre o calendário de uma menstruação, com os altos e baixos de cada etapa do ciclo menstrual. Vale a pena conferir!

Por enquanto, é isso o que eu tenho para compartilhar com vocês! Daqui a seis meses, eu venho com minhas impressões sobre como foi ficar um ano sem o anticoncepcional. Até lá, eu quero saber de vocês: quem deixou de tomar a pílula? Há quanto tempo e quais estão sendo as suas impressões? Deixe um comentário!

One comment

  1. Tatiana says:

    Aconteceu tudo isso comigo… Master me identifiquei. A parte das espinhas foi tensa! O fluxo estilo Niagara Falls, a ciclo desregulado… Mas ja era tudo assim antez do AC. Sempre usei o preservativo (desde a minha primeira relação) e nunca deixei de usar, o AC so servia para controle do fluxo. Decidi dar um basta quando a angiologista me falou enfaticamente sobre a relação entre AC e varizes. Estou há 3 meses sem tomar e magicamente nao sinto mais dores, as varizes nao incomodam mais.
    Cada corpo é um corpo, cada mulher tem suas necessidades e prioridades. Mas vale a pena pensar no nosso corpo e se essa quantidade mensal de hormônios absurda é mesmo imprescindível.
    Thay relaxa pois o preservativo é um excelente método contraceptivo. Só engravidei da Alice quando eu quis.

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