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Erika Responde

Quando o relacionamento aberto não é amor, é cilada!

Olá, mocinhas! Tudo bom? Hoje vamos falar sobre relacionamento aberto. Juntas, vamos descobrir o porquê muitos casais optarem por essa modalidade e alertar para quando esse ~relacionamento aberto~ só serve para uma das partes. Ou seja…

que nem mocinha - cilada - relacionamento aberto

O que é relacionamento aberto?

Relacionamento aberto é quando o casal pode se envolver de modo afetivo, sexual, e/ou ambos com outras pessoas. Para chegar a isso, é preciso conversar e estabelecer limites, o que vale e o que não vale. Esse tipo de relação foi bastante abordada em um capítulo do Sociedade Secreta do Sexo, e gostaria de trazer uma história do livro. Um casal tinha um relacionamento aberto cuja regra era: um tinha que contar para o outro que iria transar com alguém. Simples assim. Não importava quem; só tinha que dar aquele aviso maroto antes de sair de casa e tal. Eles terminaram porquê o homem fez sexo com outra pessoa e não contou para sua parceira.

Pode parecer loucura para uns, mas trouxe esse caso para ilustrar que cada casal deve conversar e fazer suas próprias regras. O que funciona para uns pode não funcionar para outros, e tudo bem. O que importa é que cada relacionamento veja o que serve para eles. É um acordo, e como dizia a minha vovó tão sabia: “Tudo que é acordado não sai caro”.

Vale lembrar que relacionamento aberto não é antidoto para ciumes, apego e relacionamento já desgastado. Para essas situações, o melhor a se fazer é muita conversa e terapia de casal.

Mas por que muitas pessoas atualmente optam essa modalidade?

Desde o boom da internet e principalmente das redes sociais, as pessoas começaram a falar e compartilhar seus pensamentos sobre as novas modalidades de relacionamentos. Isso incluiu o relacionamento aberto, que, por consequência, começou a ganhar mais adeptos. Conversando com várias praticantes, pude observar duas circunstancias distintas:

  • A não negação do desejo por outras pessoas em nome da monogamia,
  • Não lidar com a pessoa de afeto como um objeto de posse.

A primeira situação é bem comum. O desejo é inato e inconsciente, e muitas vezes não se vincula com nossas regras e nossos valores. Infelizmente muitos casais monogâmicos acordam se relacionar apenas entre si, porém uma das partes, ou ambas, tem relações extraconjugais. Hipocrisia que fala, né?

Porém…

Não tem problema nenhum em acordar um relacionamento aberto se as duas partes quiserem. No entanto, recebo muitos pacientes no meu consultório que estão em crises de ansiedade e até mesmo depressivos por estarem neste tipo de relação apenas para agradar a outra parte. Isso, mocinhas, é muito cilada! É péssimo para o emocional aceitar esse tipo de situação, e foge totalmente do que se preza o relacionamento aberto: Respeito e Acordo.

Então, amoras da minha vida, deem uma olhadinha na lista abaixo:

  • Apenas ele (ela) pode sair e conhecer outras pessoas

  • Não respeitar as regras já estipuladas anteriormente

  • Colocar defeito em todas as pessoas a qual você está se relacionando, não permitindo que você emita opinião sobre as pessoas que ele (ela) está saindo..

  • Querer limitar suas saídas e o mesmo nãos ser permitido.

Se identificou com pelo menos metade dessas situações? Pode ser sinal que só a outra pessoa está em um relacionamento aberto. Isso tem outro nome: relação abusiva. Caia fora o mais rápido! Onde não há respeito, não há amor.

Erika Oliveira

Psicologa e Sexóloga, por curiosidade e vocação. Quando tinha 12 anos "devorou escondida" a coleção de livros sobre sexologia de sua mãe, ali nascia o interesse por uma das temáticas mais atraentes, enigmáticas e cheias de tabu: A sexualidade Humana. Na adolescência ensinava as amigas a como colocar absorvente, que siririca não engravidava, e quais eram sintomas da gravidez. Na juventude curtiu como muitas meninas, de beijos e carinhos entre meninas e meninos, conheceu o mundo BDSM ,as baladas GLBTS e por fim se apaixonou por um dentista de esquerda. Hoje é mãe da pequenina Eva,na maternidade sentiu necessidade de engajar-se na luta de igualdade de gêneros e emancipação das mulheres. Ativista feminista, se não está trabalhando, está brincando de pintar e contar historia com a sua filha, ou tomando uma cerveja com marido (aquele dentista de esquerda) conversando sobre as mazelas do mundo e como o amor é maior ato de revolução.

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