Quatro fetiches para você conhecer

“Fetiche” é a atração por objetos inanimados, que estão, direta ou indiretamente, em contato com o corpo humano ou para determinadas partes do corpo. De acordo com a psicanálise, todo mundo é fetichista em algum grau, uma vez que todo mundo se sente atraído por determinados atributos, características físicas ou estilo de vestir. O que não é normal, no entanto, é a pessoa não conseguir obter o prazer sexual sem seu fetiche. A partir daí, é recomendado a ajuda de psicológicos.

Em um mundo com tantos fetiches (alguns considerados de boas, outros que atraem olhares assustados), quais são os mais comuns? Separamos quatro deles para vocês conhecerem e, quem sabem, descobrirem as maravilhas que eles possuem.

Podolatria

Um dos fetiches mais conhecidos, que é, na sua essência, o tesão por pés. Embora a maioria dos fetichistas por pés sejam homens, uma em cada quatro entusiastas são mulheres. Essa parafilia (como os fetiches são classificados) pode envolver lamber, chupar e massagear para ter a estimulação sexual.

Alguns especialistas acreditam que os podólatras podem ser divididos em dois tipos: aqueles que se limitam, principalmente, em olhar para os pés do parceiro ou parceira, beijá-los e elogiá-los; e aqueles chamados de “grupo sexual”, que tem a estimulação sexual esfregando os órgãos genitais nos pés e até mesmo atingindo o clímax sobre eles.

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“Você quer que eu chupe seus dedos?”

Exibicionismo

Nossa querida Erika já falou sobre esse fetiche aqui, mas não poderia deixá-lo de fora dessa lista. Ele consiste em mostrar as genitais para estranhos, geralmente em lugares públicos. Em muitos países, incluindo o Brasil, essa prática é crime. O código penal brasileiro enquadra como “ato obsceno” toda e qualquer ação de cunho sexual em que se ofenda o puder e a moral da sociedade. Nessa lista, entram, além de mostrar as partes íntimas, sexo em locais públicos. A pena pode ser detenção (três meses a um ano) ou multa.

Voyeurismo

Consiste em obter o prazer sexual ao observar outras pessoas, que podem, ou não, estar envolvidas em ato sexual. Uma das características desse fetiche é que nem sempre a pessoa sabe que está sendo observada — e isso, minhas caras, é muito problemático. Se duas pessoas concordam com essa prática, tá ok, mas observar alguém em momentos íntimos sem essa pessoa saber não é bacana. Esse fetiche pode gerar sofrimento emocional e comportamento doentio quando o voyeur se torna “escravo” desse prazer — ou seja, só consegue atingir o clímax dessa forma. Se a situação chegar a esse nível, é preciso procurar ajuda de profissionais.

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Sadomasoquismo

O sadomasoquismo virou uma febre depois que 50 Tons de Cinza foi lançado. Porém, a prática vai muito além do que é mostrado no livro. Inclusive, membros da comunidade BDSM reclamaram da abordagem da obra — e eu entrevistei uma ex-dominatrix para entender um pouco mais sobre esse fetiche. O sadomasoquismo é a junção do masoquismo (sentir prazer na dor) e do sadismo (sentir prazer em controlar outra pessoa e ver o seu sofrimento). De acordo com a Classificação Internacional de Doenças, publicada pela Organização Mundial da Saúde, o sadomasoquismo é considerado doença apenas se a atividade é a fonte de estimulação mais importante do casal ou é necessária para a satisfação sexual.

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Vocês conhecem outro fetiche? Contem para a gente!

2 comments

  1. Mulheres que fumam says:

    Ótimo post! Futuramente vocês poderiam abordar outros fetiches, como os já clássicos menage, swing, pregnofilia… enfim, há todo um universo a ser explorado!

    Pessoalmente, meu “ponto fraco” é a capnolagnia, que é o fetiche por fumantes. Sei que é incomum – e condenável, em um mundo cada vez mais politicamente incorreto – mas, ao menos para mim, é extremamente excitante!

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