Quatro curiosidades sobre a libido

Libido é uma palavra que veio do latim e significa “anseio ou desejo”. É pequena, mas desperta muita curiosidade, além de muitas dúvidas. As pessoas vivem se questionando: “Minha libido é normal?”, “Meu desejo sexual já foi maior, o que aconteceu?”. Realmente, é um fator muito importante que tem grande influencia na autoestima e no relacionamento. Agora: o quanto você sabe sobre a libido? Separamos quatro curiosidades e informações que vão mudar o jeito como você encara suas interações sexuais. Confira!

Esqueça esse papo de “libido normal”

Repitam comigo, mocinhas: não existe este papo de “libido normal”. Fomos criadas para acreditar que, se você não tem desejo sexual constante, algo está errado. Mas não é bem por aí: somos diferentes, nossos corpos diferem uns dos outros. Então temos que tirar essa ideia da cabeça e passar a aceitar que existem vários tipos de desejos sexuais. Tem gente que tem muito e, em algumas pessoas, ele é praticamente inexistente. O desejo pode ser espontâneo, resultado de um estímulo ou exigir um pouco mais de esforço para surgir. Todos esses casos são normais. Não significa que algo está errado com você, apenas que o seu corpo é daquela maneira.

E não, libido não tem nada a ver com gênero

Atire o primeiro absorvente quem nunca ouviu a frase “homem tem muito mais desejo que mulher”. Dá vontade de matar! Quem diz um troço desses, geralmente, é para justificar traição – e ainda manda o clássico: “Se não encontrou em casa, teve que procurar na rua”. Esses esteriótipos são muito prejudiciais para todos os gêneros e servem para deixar as mulheres ainda mais desconfortáveis com seu próprio corpo. Afinal, se queremos mais do que um “papai e mamãe” e a sociedade diz que isso é “coisa de puta”, nos tornamos mais reprimidas. Como consequência, deixamos nossos desejos e fantasias trancados em uma caixinha e evitamos ao máximo falar sobre eles – que dirá realizá-los!

Quando botamos esses rótulos nas pessoas para mantê-las dentro das “normas sociais”, contribuímos para que esses indivíduos se sintam inadequados e façam coisas que não queriam fazer. Assim, fica muito mais difícil ter experiências sexuais bem-sucedidas.

Sua rotina interfere diretamente na libido

O mundo científico ainda não se jogou de cabeça neste universo, então são poucas as conclusões que temos sobre a libido. Uma das certezas é que existem vários fatores da nossa rotina que afetam a libido e o nosso desejo de fazer sexo. Sabe qual é o mais comum deles? Acertou quem disse “estresse”. Nosso nível de libido é inversamente proporcional ao estresse. Ou seja, mais estresse = menos libido.

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Seus horários de trabalho, hábitos alimentares, rotina de exercícios… Tudo isso também pode influenciar no aumento ou diminuição da libido. Vocês também devem prestar atenção na saúde. Qualquer coisa relacionada a circulação sanguínea, hormônios, dores físicas ou desconforto podem afetar facilmente os níveis de desejo. Então, é bem comum acontecerem mudanças no tesão em pessoas que fazem uso de medicamentos como antidepressivos e anticoncepcionais, ou que têm alguma doença mental ou crônica, como diabetes e algumas síndromes. Inclusive, um dos relatos mais comuns em grupos de contracepção não-hormonal é sobre o redescobrimento da libido depois das mulheres pararem com a pílula.

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Então, se vocês notarem uma mudança bastante significativa no desejo sexual, procure uma ginecologista. A profissional vai poder te examinar e ver se a causa é hormonal, psicológica ou se tem algo de diferente acontecendo com o seu corpinho.

A libido não tem nada a ver com o orgasmo (sério!)

Não é porque você tem desejo sexual que vai “chegar lá”. O orgasmo é uma resposta muscular, que pode ou não acontecer durante o sexo. Uma coisa não está atrelada a outra.

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Ainda estão confusas? Eu explico. Imagina que você tá lá, no maior tesão com seu mozão. Roupas no chão, mão naquilo, boca naquilo, aquilo naquilo… Mas você está distraída ou teve uma semana estressante e não está conseguindo se concentrar direito. Neste cenário, é mais difícil que você alcance o orgasmo, mesmo sentindo desejo pelo parceiro ou parceira. Agora, vamos pensar em outro cenário. Você tá lá, de boas, sem grandes expectativas ou vontades e começa o rala e rola. É bem capaz de você ter um orgasmo mesmo que, no início da relação, você não tenha estado tão animada assim. O corpo humano, mocinhas, é uma descoberta sem fim.

 

* Esse texto foi revisado pela mocinha Angélica Fontella <3

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