Cinco projetos FODAS criados por mulheres

Durante toda a semana, falou-se sobre o Dia Internacional da Mulher. No nosso Facebook e Instagram, compartilhamos algumas histórias de mulheres empoderadas que nos inspiram todos os dias na luta. E agora fizemos uma lista com cinco projetos fodas criados por mulheres igualmente fodas para vocês se inspirarem. Esperamos que vocês se lembrem de que nem sempre a luta vai ser fácil, mas juntas podemos mudar esse cenário tão fatal. ❤

Revista AzMina

Como não amar uma equipe formada só por mulheres? AzMinas é uma instituição sem fins lucrativos que usa a informação para combater os diversos tipos de violência que atingem mulheres brasileiras. Elas fazem isso sem deixar de lado as diversidades de raça, classe e orientação sexual. Também criam (e cocriam) campanhas de conscientização nas redes sociais, como a #CarnavalSemAssédio e #MamiloLivre.

Elas também criaram a Revista AzMina, uma publicação online e gratuita recheada de conteúdo. Um dos destaques são as reportagens investigativas, que são acessíveis e de qualidade. Por usar o dinheiro de doação, elas não têm rabo preso com anunciantes e podem jogar a merda toda no ventilador, fazendo a gente sentir e pensar com as matérias publicas.

Olga Explica, da Think Olga

Não consigo esconder meu amor pela Think Olga. ❤ Elas são uma ONG feminista criada em 2013 com o objetivo de empoderar mulheres por meio da informação. No mesmo ano, foi lançada a “Chega de Fiu Fiu”, uma campanha contra o assédio sexual em espaços públicos, junto com um estudo online que teve quase 8 mil participantes. Os resultados eram esperados e conhecidos pela maioria das mulheres. 98% das entrevistas já haviam sofrido assédio e 81% já haviam deixado de fazer algo por esse motivo.

A Think Olga tem tantas iniciativas fodas que ficou difícil escolher uma só. Optei pela mais recente: Olga Explica. “Se informação é poder, restringir a disseminação dela é uma forma de controle”, diz a página que apresenta o projeto. O Olga Explica surge para romper essa barreira e dar poder de escolha para quem nem sabia que tinha esse poder. Em vídeos de 60 segundos, as mocinhas do Think Olga se propõe a disseminar informações pouco conhecidas pelas mulheres, facilitando a compreensão de conceitos complexos de forma simples e objetiva. O primeiro episódio falou sobre o boletim de ocorrência em caso de estupro. Vale a pena ser visto e compartilhado:

Beta

Beta é, em suas próprias palavras, “uma robô feminista até o último código”. Ela foi programada para monitorar em tempo real todas as ameaças aos direitos das mulheres no Brasil e avisar assim que alguma delas entra em pauta. É só você chamar a Beta no probleminha que ela vai te alertar quando uma pauta esquentar e estiver precisando da nossa mobilização. O objetivo é envolver mais mocinhas e assim proteger nossos direitos.

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Beta é um pontinho feminista num mar cheio de homens. As mulheres foram essenciais no desenvolvimento da tecnologia e mesmo assim seus nomes foram esquecidos da História. É o caso de Ada Lovelace, que escreveu o primeiro algoritmo para ser processado por uma máquina.

Associação Mulher das Estrelas

Quem disse que o lugar de mulher não é nas ciências? A A.M.E leva palestras e o incentivo do ensino de ciências exatas a alunas de escolas públicas e particulares de todas as idades. O objetivo é que mais meninas considerem escolher carreiras consideradas masculinas pela maioria da sociedade e estimular a ambição nelas. Queremos mais Katherine G. Johnson nesse mundo! E se você não sabe quem é essa diva, dá só uma olhadinha no trailer do Estrelas Além do Tempo, filme indicado ao Oscar:

Mete a Colher

O Mete a Colher é uma rede de apoio para mulheres vítimas de violência doméstica. Além disso, o aplicativo quer ajudar mulheres a entender, evitar e se livrar de relacionamentos abusivos. O projeto conecta e aproxima mulheres, dando a elas força e coragem para sair de relações abusivas – tudo isso sob sigilo absoluto.

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Alerta de ação incrível! A Magazine Luiza colocou a venda a colher contra a violência doméstica por R$ 1,80. Esse número é familiar? Que bom! O valor foi pensado para lembrar que o número do Disque Denúncia Nacional é 180. Toda a renda será destinada às instituições Mete a Colher e Agência Patrícia Galvão, uma das primeiras organizações feministas no país estruturada para atuar nos campos do direito à comunicação e dos direitos das mulheres.

 

Esse texto foi revisado pela mocinha Angélica Fontella <3

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