Orgasmo feminino: sim, nós podemos!

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BESTEIRA!

Duas palavrinhas, muitos sentimentos. Por mais estranho que isso possa parecer em pleno século XXI, ainda tem gente que acredita que o orgasmo feminino é um tabu — ou algo que não merece tanta atenção assim. Nas palavras da minha rainha, Bianca Del Rio:

O post de hoje é todo dedicado a essa coisa maravilhosa chamado orgasmo. Vou dar dicas de como você pode “chegar lá”, o que pode estar te impedindo de alcançar o clímax e sugerir brinquedinhos para potencializar esse momento tão maravilhoso. 

O que é?

Fisiologicamente, o orgasmo é um estímulo físico que libera uma combinação de endorfina, que são analgésicos naturais, e oxitocina, que faz com que você se sinta mais conectada com o parceiro ou parceira (se o orgasmo for atingido durante o sexo). Esses hormônios provocam sensações sensacionais, que são seguidas de um relaxamento profundo — entendeu agora porque “relaxa e goza” faz muito sentido?

As reações causadas pelo orgasmo variam bastante, por isso não compare suas reações com a das suas amigas. Algumas mulheres perdem a força das pernas, outras tremem e por aí vai. O que importa, queridas, é ter. E não adianta vir com um papinho “ah, eu acho que já tive”. Quando você tiver… Mocinha, você vai saber com toda certeza.

Eu nunca tive um orgasmo.. Isso significa que tem algo errado comigo?

Não. Estudos apontam que mais de 70% das mulheres nunca atingiram o orgasmo com seus parceiros e, de acordo com um outro estudo, publicado no jornal da Associação Britânica de Cirurgiões Urológicos pela Clínica Urológica de Nova Jersey, afirmou que atingir o orgasmo é a principal queixa das mulheres entre 18 e 30 anos. O que mais impede as mulheres a “chegarem lá” são problemas do dia a dia, como estresse, e o lado psicológico. Isso porque, de acordo com alguns médicos, nós precisamos ficar mais “concentradas” para atingir o clímax e, muitas vezes, deixamos nossos problemas invadirem nossas cabeças durante o sexo. Isso entra em uma discussão muito interessante sobre a pressão que nós temos em sempre sermos perfeitas, sempre darmos conta de tudo e por aí vai. Mas isso é assunto para outro post.

O que importa é que muito raramente o seu problema é de saúde. Dados da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo apontam que 18,2% das brasileiras recebem o diagnóstico de anorgasmia (ausência de orgasmo) e 5,2% de inibição sexual generalizada, que aponta para problemas de excitação durante as relações sexuais. A maioria dos diagnósticos de distúrbios sexuais é de natureza psicológica, social ou cultural. São questões que vocês vão ter que resolver consigo mesmas através do autoconhecimento. Se as nossas dicas não te ajudarem, recomendo que você procure um psicólogo. Nem sempre o autoconhecimento é sexual, muitas vezes é psicológico.

Diferentes tipos de orgasmo

Vocês sabiam que existem dois tipos de orgasmo? Eles não se excluem, então você pode ter os dois. As principais diferenças são os locais estimulados e a dificuldade. São eles o orgasmo clitoriano e o vaginal. O clitoriano é o mais fácil de ser atingido, porque o clitóris é um ponto específico e uma área de fácil acesso e manipulação. Já o vaginal é um pouco mais complicado, porque é um ponto “desconhecido” e de difícil acesso, que muitas vezes só é alcançado com a ajuda de vibradores.

A “facilidade” do orgasmo clitoriano faz com que muitas mulheres não tentem alcançar o prazer através da penetração. Ainda mais porque, em uma relação heterossexual, o homem nem sempre consegue manter um ritmo específico por tempo suficiente para fazer a mulher atingir o clímax. Muitas mulheres só conseguem atingir esse tipo de orgasmo depois de anos, e só quando acham uma posição ou estímulo específico.

Leia também: Só consigo gozar sozinha, e agora?

Tá bom, mas eu quero saber como eu posso ter um orgasmo!

Chegamos ao pote de ouro. Quer dizer, ainda não, mas essas dicas vão te ajudar bastante a chegar lá. Então bora lá:

1. Autoconhecimento

Para atingir o orgasmo, você tem que reconhecer o que te faz sentir prazer, quais são suas zonas erógenas e o que te deixa excitada. Isso, minhas caras mocinhas, só é possível pela masturbação. Ainda nessa questão de conhecer o próprio corpo, o pompoarismo é um ótimo aliado. Os exercícios fazem com que a mulher tenha uma maior consciência da musculatura da sua vagina, além de aumentarem a irrigação sanguínea na região. Algumas mulheres afirmaram que já tiveram orgasmos apenas contraindo e relaxando os músculos vaginais. Tá bom pra vocês?

2. Posições sexuais para o orgasmo vaginal

Algumas posições sexuais são melhores para ajudar a mulher a atingir o orgasmo vaginal, ou seja, com penetração. A mais recomendada é aquela que você se sente confortável, claro, mas por que não tentar algumas que estimulam o ponto G ou que permitam estimular o clitóris durante a penetração? Separei três posições que, ao meu ver, são excelentes para isso:

De ladinho

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Crédito: Renato Munhoz // Arte iG

Uma das posições mais clássicas, na qual o homem e a mulher se deitam de lado e ele se “encaixa” atrás dela e aí rola a penetração. Ela é ótima porque permite que o parceiro explore o corpo da mulher, principalmente os seios e o nosso tão amado clitóris.

Bruços

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Crédito: Renato Munhoz // Arte iG

Particularmente, essa é uma das minhas posições favoritas. Ela é bem simples também: a mulher se deita de barriga para baixo, com as pernas ligeiramente abertas e o quadril um pouquinho levantado. Para facilitar, você pode colocar um travesseiro ou almofada embaixo, na altura do seu quadril. O homem se encaixa no meio, também deitado, fazendo a penetração vaginal por trás. Essa posição é bastante confortável e permite que os corpos fiquem juntos o tempo inteiro, aumentando a sensação de intimidade.

Lótus

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Créditos: Marie Claire

O homem fica sentado com as pernas cruzadas e a mulher se senta sobre ele envolvendo o corpo do parceiro com as suas pernas.  Ele segura o corpo dela enquanto ela faz movimentos de vai e vem. É uma posição bem intimista, em que o casal fica frente a frente e pode se beijar a vontade, abraçar e, se vocês quiserem apimentar um pouco, pode rolar até um puxão de cabelo.

Brinquedinhos sexuais

Sim, alguns brinquedinhos podem te ajudar (e muito!) a atingir o clímax — tanto sozinha quanto acompanhada. São eles:

Géis potencializadores: Esses produtos têm substâncias que proporcionam diferentes sensações que, por sua vez, interferem na sensibilidade da vagina. Eles aumentam a irrigação sanguínea no local, aquecendo o órgão e, como consequência, estimula o ponto G. Ou seja, grandes chances de facilitar o orgasmo.

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1. Gel Intensificador de Orgasmo; 2. Gel Chinês Excitante; 3.Gel Mãos de Seda.

Vibradores: Existem muito mais do que cinco motivos para você ter um vibrador — mas o principal deles, na minha opinião, é a facilidade que ele te dá de alcançar um orgasmo, principalmente se você usar um estimulador de clitóris. Outros destaques são o ponto G (que nós testamos e recomendamos) e o Rabbit, que é o mais vendido no mundo inteiro. Isso porque ele combina os vibradores rotativos com os clitorianos em um só produto, proporcionando as mais diferentes sensações e maiores chances de você atingir não só um orgasmo, mas vários. Isso mesmo, estou falando do orgasmo múltiplo. O Rabbit é tão incrível que, em breve, vai ganhar um post especial aqui no blog.

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1. Vibrador para casais Pretty Love; 2.Vibrador Passion Rabbit; 3.Vibrador Power Vibe; 4. Vibrador Ponto G de Silicone; 5. Vibrador para estimular o clitóris.

E aí, estão prontas para testar essas dicas? Queremos todas vocês tendo vários orgasmos, hein! Isso não é uma exclusividade dos machos – e se seu parceiro ou parceira não te fizer gozar, nada de fingir. Vocês merecem todos os orgasmos do mundo! E, se mesmo com tudo isso, vocês ainda não conseguirem “chegar lá”, procurem um ginecologista ou terapeuta sexual. Um profissional vai poder te ajudar.

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