O vírus HPV e a prevenção contra as DSTs

Lembra aquelas aulas de biologia em que o professor, na hora de falar sobre reprodução humana, separava fotos muito nojentas sobre as consequências das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e todo mundo ficava horrorizado? Pois é, aparentemente aquilo não adiantou de nada. Estudos apontam que crescem os índices de HPV, HIV, sífilis e hepatite B entre os jovens. As DSTs podem matar. Você quer ser a próxima vítima? As DSTs sempre foram vistas com preconceitos e, por causa disso, passou muito tempo até as pesquisas fossem feitas e levadas ao público. Hoje em dia, já sabemos que algo muito simples e com custo quase zero evita a transmissão: a camisinha. É claro que existem outras formas de contágio e devemos ficar atentas a todas elas – mas, ao contrário do que o senhor Olavo de Carvalho pensa, não é possível transmitir o vírus da Aids por saliva. Por isso, o Ministério da Saúde sempre faz diversas campanhas de prevenção, sendo as mais importantes as de usar camisinha no Carnaval e a do HPV. A primeira vocês já devem estar cansadas de saber: além de ter 99% de eficácia contra a gravidez, a camisinha é a única dos métodos contraceptivos que previne a transmissão das DSTs. No feriado que é conhecido pela pegação, é muito importante usar sempre a camisinha. E sim, isso também vale para o sexo oral, que também pode transmitir doenças. Agora a campanha contra o HPV – que já está acontecendo! –  ainda é pouco discutida. O objetivo dela é conscientizar os pais e responsáveis da importância de vacinar suas filhas entre 9 e 13 anos contra o papilomavírus humano (HPV). A vacina está disponível nas unidades do SUS e protege contra os tipos de HPV que causam 70% dos casos de câncer de colo do útero e 90% das ocorrências de verrugas genitais. Quando eu era mais nova, lembro que minha mãe me levou para tomar essa vacina. Na época, foi uma grana, porque só tinha nas clínicas particulares, e eu tive que tomar 3 doses. A partir desse ano, serão necessárias apenas duas, com intervalo de seis meses entre elas. É muito importante tomar as duas doses, porque só uma não adianta nada. E atenção: o esquema de três doses permanece para as meninas e mulheres de 9 a 26 anos vivendo com HIV. A meta desse ano é vacinar 80% do público-alvo, mas isso ainda está longe de acontecer. Por enquanto, a imunização só atingiu 44,2% das meninas, o que preocupa médicos, que apontam índices crescentes de DSTs entre jovens – entre as doenças, está o HPV. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) prevê o surgimento de 16 mil novos casos de tumor de colo de útero ainda esse ano e 5,4 mil mortes pela doença. Não vire estatística. Leve sua filha até o posto de saúde mais próximo e se informe sobre a vacina. Converse com suas amigas, primas, irmãs. Essa vacina pode salvar vidas. Update: Em janeiro de 2017, nós fizemos um vídeo incrível sobre a HPV. Dá só uma olhadinha:  Você também pode gostar de…Mitos e verdades sobre o HPVPrecisamos falar sobre a sífilis1° de dezembro: Dia Mundial de Luta Contra a AIDSMeu namorado tem HIV, e agora? Leia também: