O que você precisa saber sobre o DIU de cobre

Quem acompanha o blog sabe que eu estou há mais de seis meses sem tomar o anticoncepcional. Desde que tomei a decisão de parar, comecei a pesquisar outros métodos contraceptivos que não envolvessem colocar hormônios para dentro do meu corpo. Foi aí que eu encontrei o DIU, como é conhecido o Dispositivo Intra-Uterino, e estou no meio do processo de colocar o de cobre. Como eu sei que ainda tem muita dúvida por aí, falei com o pessoal da DKT do Brasil, que detém as marcas Prudence e Andalan, além de outros produtos como o Prudence Softcup, o coletor menstrual descartável que nós já testamos. Eles responderam algumas das nossas dúvidas sobre o dispositivo de cobre e o resultado vocês conferem a seguir. Como funciona O DIU é uma peça inserida no útero por um ginecologista e causa uma  inflamação no endométrio, o tecido que reveste internamente o útero. As células e substâncias inflamatórias que passam a ocupar o tecido tornam a cavidade uterina um lugar desagradável para o espermatozoide, impedindo que ele suba por esse espaço e fecunde o óvulo. Esse tipo de dispositivo não possui hormônio nenhum, e, por ser feito de cobre, um metal não-tóxico, não causa alergia e nem oferece riscos para a saúde. Protege a mulher de 5 a 10 anos, dependendo do produto. Se você quiser parar de usar, seja lá por qual motivo for, é só conversar com seu médico, que irá retirar o DIU. Após a retirada, a sua fertilidade voltará ao normal rapidinho, não importando por quanto tempo você utilizou o método. Algo que assusta muitas mulheres é a probabilidade de deslocamento, mas podem ficar tranquilas. Apesar de existir essa possibilidade, as chances são pequenas: “A proporção é de 2 a cada 100 mulheres e geralmente acontece quando o dispositivo intrauterino é inserido logo após o parto ou em mulheres nulíparas (que nunca teve filho)“, afirma a equipe médica. Eficácia Se usado corretamente (sem esquecimento ou atraso da colocação), o DIU de cobre tem 99,2% de eficácia (o hormonal é de 99,8%). Uma vez que ele não depende da administração correta da pessoa, o DIU possui mais eficácia que os métodos de curto prazo, como as pílulas, injeções, anel e adesivo contraceptivo. Antigamente, ele não era tão eficaz assim, o que fez com que fosse ignorado por muitos médicos. De lá pra cá, mudaram o tipo e a quantidade de cobre, o que garante a maior eficácia do método; s dispositivos que carregam o número 375 em seu nome têm boas quantidades do mineral, números menores que esse podem ser menos eficientes. Lembrando que nenhum método contraceptivo te previne totalmente de ficar grávida. A única forma 100% eficaz de se proteger de uma gravidez indesejada é não transando. E só a camisinha te protege da maioria das DSTs que tem por aí, então não deixe de usá-la, ok? O DIU é abortivo? Não. O método impede que o espermatozoide encontre o óvulo, portanto eles nem deixa a gravidez ocorrer. Agora, se você fizer parte do 0,8% e acabar engravidando, há 50% de chance de acontecer um aborto espontâneo. E na hora do sexo? Ué, vocês fazem sexo. Por ser um dispositivo intrauterino, ele não é percebido durante as relações sexuais. O DIU tem um fio bem fino que auxilia em sua retirada, porém esse componente não atrapalha a penetração e nem a sensação de prazer da mulher. Se você sentir algum tipo de incômodo, é porque tem algo errado e você precisa procurar ajuda médica. Qualquer uma pode usar? Er.. Não. São poucas, mas existem as situações em que o DIU é contraindicado. Até pouco tempo atrás, esse método não era recomendado para diabéticas, porque se temia que ele pudesse aumentar o risco de infecções nesse tipo de paciente. Mas foi provado que isso não acontece e que esse risco só é aumentado em mulheres que não estão com bom controle glicêmico. De qualquer modo, converse com o seu ginecologista antes para entender qual é a melhor contracepção para você. Menstruação Um dos pontos negativos do dispositivo de cobre é que ele causa um fluxo menstrual mais intenso e possível aumento das cólicas menstruais no primeiro trimestre. Porém, com o tempo, esse efeito regride e o ciclo se normaliza. Efeitos colaterais Para absorver o lado negativo que vem com o aumento do fluxo, gosto de ter em mente que, diferente do anticoncepcional, o DIU oferece zero risco de trombose. Isso acontece porque o hormônio relacionado à trombose é o estrogênio e o dispositivo de cobre não tem hormônios. Para quem está pensando em colocar o DIU hormonal, também pode ficar tranquila: ele só libera a progesterona. Ainda nesse sentido, também não há influências na libido ou na pele da mulher. Uma mocinha nos perguntou sobre as chances de ter gravidez tubária (que acontece fora do útero): “É muito baixa; entre 0,5 a 1 por 100 mulheres”, garante o pessoal da DKT. Ah, e boas notícias! O Ministério da Saúde anunciou a ampliação do acesso ao DIU, já distribuído pelo SUS nas maternidades e hospitais do Brasil. O prazo para adaptação é de até 180 dias. De acordo com a coordenadora de Saúde da Mulher da pasta, Maria Esther Vilela, apenas 1,9% das mulheres em idade fértil usam o dispositivo: “Nossa meta é atingir 10% até 2020.” Outra novidade é que a DKT lançou o AIU (anticonceptivo intrauterino), um novo conceito para a linha de DIUs Andalan. Quem quiser saber mais, é só clicar aqui. 🙂 Ainda com dúvidas? Mande uma mensagem na nossa página do Facebook ou pelo e-mail contato@quenemmocinha.com. Ainda vamos falar bastante sobre esse assunto aqui no blog, então fiquem ligadas! Você também pode gostar de…Pílula do dia seguinte: chega de dúvidas!Seis meses sem anticoncepcionalConheça o diafragma, método que está voltando a modaCamisinha: Mitos e verdades Leia também: