Mitos sexuais que vocês precisam parar de acreditar!

O sexo é cercado de mitos – sejam eles frutos da nossa ignorância de modo geral, causada pela nossa timidez em relação ao tema, ou pela pornografia, responsável por grande parte das baboseiras que nós acreditamos. Essa falta de informação, associada aos muitos tabus que cercam ao tema e ao desconhecimento que nós em relação ao próprio corpo e sexualidade, faz com que a gente fique mais exposto aos riscos de uma gravidez indesejada e as DSTs. Então, para evitar maiores desentendidos, separamos alguns mitos sexuais bem comuns e o que a ciência diz sobre eles. 

A vagina alarga se a mulher der muito

que nem mocinha - mitos sexuais _

Atire a primeira camisinha quem nunca ouviu que uma mulher que já transou com várias pessoas teria a vagina alargada por causa disso. Isso nada mais é que slut shaming: ato de culpabilizar mulheres por suas atitudes ou pelo seu comportamento sexual. E esse argumento não tem sentido algum: as pessoas falam que a buceta da mulher alarga se ela transa com 20 caras diferentes, mas isso não acontece se ela transar 20 vezes com a mesma pessoa.

Há pouquíssimas evidências que suporte a ideia que a relação sexual pode esticar a vagina, nem mudar sua forma, tamanho ou cor, independente de quantos parceiros ou relações sexuais ela já teve ou terá. A doutora Sari Locker, especialista em educação sexual, falou sobre isso no seu blog: “Após cada encontro sexual, a vagina volta ao seu tamanho normal e não tem nenhuma alteração mesmo se é penetrada por um pênis grande. A única maneira que uma vagina pode ser esticada significativamente é depois que ela tem um bebê”.

Alimentos afrodisíacos

Esse lance de alimentos afrodisíacos é totalmente psicológico. Acontece o mesmo com cores e sabores: não passa de uma questão da nossa cabeça. Se você diz que morango é um estimulante sexual, isso fica gravado na mente e desencadeia mentalmente este fator.

Pois é, a mente tem esses truques. Existem fatores estes que estimulam a memória visual e o sexo através do cérebro. Por exemplo, uma taça de vinho ajuda a relaxar e reduz substâncias corporais como a adrenalina. Daí, ocorre a vasodilatação que, combinada com o relaxamento, colabora para que as estruturas do membro masculino se encham de sangue e garantam a ereção. Isso não significa que foi o vinho (ou a uva) que fez isso, tá? Invadir uma vinícola e comer todas as uvas não garante que o sexo vai ser de outro mundo e que você vai gozar trocentas vezes.

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Fica aí a dica de uma receita com uva para quem curte uma bebidinha para relaxar

Transar na água elimina as possibilidades de ficar grávida

NÃO. Muitos espermatozoides morrem ou se perdem durante o sexo na água, mas isso não significa que você está livre para transar sem camisinha em banheiras ou piscinas da vida.Contato entre o pênis e a vagina = possibilidade da mulher ficar grávida. Se o homem ejacular em uma água morna, o esperma pode sobreviver durante alguns minutos. Agora, se a ejaculação ocorrer em uma piscina ou local com sabão, componentes químicos e outras substâncias, daí o esperma não é capaz de sobreviver mais do que alguns segundos. Dizem que a gravidez nessas circunstâncias é tão pouco provável que chega a ser impossível, mas para que arriscar, né? Fora o risco de contrair DSTs, que só são prevenidas com o uso de camisinha.

Fetiche é coisa de gente doente

Outro mito que a gente tá cansada de ver por aí. Vamos por partes: na psicologia, o fetiche é  uma parafilia, ou seja, um padrão de comportamento sexual no qual a fonte predominante de prazer não é o ato em sim, e sim em outra atividade. Ou seja, o prazer não está no sexo em si, mas sim em determinados atos/peças/partes do corpo. Neste post, por exemplo, nós ajudamos uma leitora que queria saber se era normal gostar de fazer sexo em locais públicos, mas tem vários outros fetiches por aí, como asfixiofilia (prazer pela redução de oxigênio) e masoquismo (prazer ao sentir dor ou imaginar que a sente).

Ter um fetiche sexual não significa que você está doente ou que precisa de algum tipo de ajuda médica. Ele nada mais é que uma parafilia, ou seja, uma atitude sexual que foge do padrão aceito pela sociedade. E não tem nada de errado em gostar de algo que foge do padrão, contato que não interfira na vida de terceiros e que todos os participantes tenham idade/capacidade para consentir e o façam. O fetiche pode andar de mãos dados com uma vida sexual ativa e saudável, sendo apenas uma outra forma de ter prazer. Para sair da categoria “saudável”, essa preferência deve ser de grande intensidade e exclusiva, isto é, a pessoa não se satisfaz ou não consegue obter prazer com outras maneiras de praticar a atividade sexual. Aí sim você deve procurar ajuda de um psicólogo.

E aí, mocinhas, o que acharam desses mitos que nós separamos? Tinha algum que vocês acreditavam ser verdade? Querem saber de outros? Deixem nos comentários! 

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