Mitos e verdades sobre o HPV

O papilomavírus humano, mais conhecido como HPV, é muito comum. Sua infecção é a doença sexualmente transmissível (DST) mais frequente de todas, então não é à toa que temos que tomar bastante cuidado com ela. O Ministério da Saúde costuma fazer uma campanha para reforçar a importância da vacinação, convidando os pais a levarem suas filhas ao SUS. Ah, e esse ano tem uma novidade: os meninos de 12 e 13 anos também podem se vacinar. Para aumentar a conscientização sobre a doença que causa a maioria dos casos de câncer de útero, resolvi escrever um post com os mitos e as verdades do HPV.

O HPV não tem cura

Mentira. A maioria das infecções por HPV é controlada pelo próprio sistema imune e eliminada naturalmente pelo corpo. Porém, algumas persistem e podem causar lesões. Toda e qualquer lesão causada pelo vírus deve ser acompanhada por um médico para tratamento e prevenção de doenças mais graves. Vale lembrar que existem pelo menos 12 tipos do HPV que podem ser considerados cancerígenos. Os mais perigosos, 16 e 18, costumam aparecer em cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero. Além disso, eles podem provocar outros tipos de câncer, como o anal e o de orofaringe.

O HPV pode ser transmitido por roupas íntimas

Verdade. E não só assim: Toalhas, roupas e até mesmo superfícies, como o assento do vaso sanitário, podem ter o HPV e serem uma fonte de infecção pelo vírus. Esse tipo de contaminação é muuuito mais rara do que o contato direto durante a relação sexual.

A vacina protege totalmente contra as doenças causadas pelo HPV

Falso. São cerca de 20 tipos de HPV na região genital e as vacinas disponíveis protegem apenas contra os tipos mais frequentes. Por isso, além da vacinação, vocês devem usar sempre camisinha, fazer consultas periódicas e exames de rotina, como o Papanicolaou, que ajuda a perceber sinais do câncer de colo do útero.

Os homens não desenvolvem doenças relacionadas ao HPV

Falso. Assim como nas mulheres, os sintomas mais comuns nos homens são as verrugas genitais. Porém, os tipos considerados de “alto risco”, como o 16 e 18, também causam cânceres de pênis e de ânus.

A infecção geralmente não apresenta sintomas

Verdade. E isso faz com que muitas pessoas não saibam que são portadoras do vírus. A maioria das mulheres só descobre quando vai fazer um Papanicolau, e o médico percebe que tem algo errado. Por isso é tão importante fazer esse exame periodicamente, então vamos ligar para o gineco e marcar aquela consulta que você está enrolando há séculos?

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Se a muher tem HPV, ela com certeza vai desenvolver câncer de colo do útero.

Falso. Na maioria dos casos, as defesas imunológicas do corpo são suficientes para eliminar o vírus. Porém, algumas pessoas podem desenvolver verrugas genitais ou alterações benignas (que não são cancerosas) no colo do útero. Essas alterações são provocadas pela persistência do vírus de alto risco e ocorrem na minoria das mulheres infectadas. As células anormais, se não forem detectadas e tratadas, podem levar ao câncer. Na maioria das vezes, o desenvolvimento do câncer de colo do útero demora muito tempo; mas, em alguns casos raros, ele pode se desenvolver em apenas um ano. Essa é a razão pela qual a detecção precoce é tão importante.

Curtiu? Se você quiser saber mais sobre o HPV, dá uma olhadinha nesse vídeo que fizemos sobre o vírus. Aproveita para se inscrever no canal do Que Nem Mocinha, a gente promete que vem muuita coisa bacana por aí!

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