Mioma: Sintomas e tratamento

Olá, meninas! Seguindo a sugestão de uma querida leitora, hoje vou falar sobre o mioma, uma doença uterina muito comum. Estima-se que ela afeta quase metade das mulheres, a maioria de pele negra. Vamos lá?

O mioma é um tumor benigno composto basicamente do músculo uterino que cresce dentro ou fora do útero, e pode alterar o formato do órgão à medida que se desenvolve. Costuma permanecer estável durante anos e anos, só para crescer em poucos meses. Ocorre com maior frequência entre os 40 e 50 anos, e é três vezes mais comum em negras. Não existe registro da enfermidade antes da primeira menstruação.

Na sua maioria, os miomas são múltiplos e possuem uma coloração esbranquiçada e sua consistência é firme.

O que causa

A causa do mioma é multifatorial: genética, hormonal e psíquica. A progesterona e o estrogênio influenciam o seu desenvolvimento – tanto que com a chegada da menopausa, e a queda na produção de hormônios estrogênios, o mioma costuma encolher e até desaparecer. Durante a gravidez, no entanto, a tendência é aumentar. Os fatores de risco são a idade, histórico familiar, origem étnica, nuliparidade (não ter filhos) e obesidade.

que nem mocinha - mioma - capa

Tipos de mioma

Mioma subseroso: Localizado na porção mais externa da parede uterina, chamada de serosa. Esse tipo de mioma não costuma apresentar sintomas, exceto quando atinge grandes volumes, podendo causar compressão dos órgãos adjacentes.

• Mioma intramural: Nasce e permanece na parede uterina. Em geral, os sintomas aparecem quando o tumor aumenta de tamanho e atinge a cavidade uterina, causando sangramentos ou compressão dos órgãos adjacentes, como bexiga e intestino. Além disso, o mioma intramural pode distorcer a cavidade uterina e assim causando a infertilidade. Quando o mioma intramural cresce demais, ele pode atingir tanto a cavidade uterina quanto a parte mais externa do útero. Neste caso, eles podem ser chamados de mioma transmural.

• Mioma submucoso: Localiza-se mais próximo da cavidade uterina, sendo o tumor ginecológico mais frequentemente diagnosticado na mulher. Apresenta toda ou alguma parte da lesão se desenvolvendo para dentro da cavidade uterina. Sangramento uterino anormal e dor pélvica são os sintomas mais comuns, principalmente nas lesões de localização submucosa. Infertilidade e abortamento de repetição podem também ser causados por este tipo de lesão.

Sintomas

Apesar de se manifestar em mais de 75% das mulheres, a metade não apresenta sintoma. Os principais desconfortos produzidos pelo mioma, à medida que se desenvolve, podem ser:

  • Menstruação irregular (forte e por períodos prolongados), o que pode levar à anemia;
  • Cólicas;
  • Sangramento fora de hora (entre uma menstruação e outra);
  • Dores (abdominais, pélvicas e na relação sexual);
  • Problemas urinários (vontade mais frequente de urinar, infecção do trato urinário, cistite, infecção dos rins);
  • Prisão de ventre.

Diagnóstico

Pode ser detectado no exame de toque ginecológico de rotina, quando altera o tamanho do aumento do útero ou o seu relevo. A ultra-sonografia transvaginal é o exame indicado para a confirmação do diagnóstico, que revela a quantidade de miomas, a localização e o tamanho de cada um.

Tratamento

Não existe um medicamento que o faça desaparecer. Algumas drogas conseguem impedir o seu crescimento ou até reduzir o seu tamanho temporariamente, mas como elas causam efeitos colaterais fortes e não podem ser usadas por mais do quatro meses, o mioma volta a crescer com a interrupção do tratamento.

Quando o mioma se desenvolve e produz sintomas as opções de tratamento são:

  • Uso de medicação ou pílula anticoncepcional
  • Intervenção não-cirúrgica como a embolização da artéria uterina (técnica indicada para adiar ou não fazer a cirurgia).
  • Cirurgia para retirada do mioma e, nos casos graves, de retirada do útero (histerectomia).

O tratamento cirúrgico do mioma uterino é considerado de acordo com as características de cada caso e a idade da paciente. A decisão leva em conta além do desejo de uma futura gestação, o tamanho, a localização e o número de miomas. A conduta cirúrgica pode ser conservadora, quando apenas o mioma é retirado (miomectomia) ou radical, quando inclui a histerectomia. A cirurgia radical envolve a retirada do corpo uterino doente, apenas com a preservação do colo do útero. O procedimento conserva intactos os elementos de fixação da cavidade uterina, bem como a vascularização e inervação da parte alta da vagina (cúpula) e do assoalho da bexiga e não afeta a sensibilidade ou condição da mulher, do ponto de vista da prática sexual.

Um olhar diferente…

As doenças psicossomáticas são aquelas causadas ou agravadas por problemas emocionais ou sentimentos como raiva, ansiedade, angústia, medo ou desejo de vingança, que podem produzir doenças reais e físicas. O mioma também pode ser considerada uma doença psicossomática, pois geralmente estão relacionados com um bloqueio da energia criativa. Quando desperdiçamos a nossa energia vital com relações abusivas, ou trabalhos com os quais não nos identificamos e que reprimem a nossa energia criativa, o corpo pode expressar-se dessa forma.

One comment

  1. Daniela Dib says:

    Excelente dicas sobre menopausa, acredito que com seus conselhos a vida ficará mais fácil nesse período que todos nós mulheres enfrentaremos. Obrigada por compartilhar.

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