Minha experiência com o coletor menstrual

Oi meninas. Essa semana, muito diferente das demais, além de responder a pergunta de uma mocinha aflita, eu decidi colocar aqui para vocês uma experiência minha. Tudo começou quando nossa leitora assídua Rosangela de Paula perguntou o que era o coletor menstrual, como usar e seus principais benefícios. Na hora que li pensei “putz, como vou falar de algo que não tenho conhecimento? Nem por leitura e nem por vivência”. Mas aí olhei para minha agenda e vi que minha menstruação estava chegando. Resolvi que seria o momento ideal para testar. Vamos lá? A minha decisão em experimentar para relatar foi motivada por três razões: Oportunidade em formar opinião a respeito. Ter uma nova opção no que se trata a questão aos ciclos menstruais. Eu passei por quase todas as fases, desde anticoncepcional com pausas de sete e quatro dias, anticoncepcional sem interrupção, injeção sem interrupção.. Depois que entendi sobre meu corpo e minha alma, desisti dos anticoncepcionais e passei a ter novamente os meus ciclos menstruais. Confesso que nunca fui adepta de absorvente externo, e os absorventes internos até usava, mas ultimamente questionava a qualidade dos produtos. Obviamente, por ser uma ariana com ascendência em touro, fui tomada por uma curiosidade sem tamanho. Minha primeira ação foi ler a respeito tudo o que vocês imaginam sobre o assunto. Vi muitas meninas falando super a favor em fóruns de internet, paginas do Facebook e pesquisei marcas e possíveis garantias. Vi tudo quanto é vídeo pelo youtube, desde ensinando como colocar, como retirar, quanto tempo poderia deixar, aonde armazenar, como higienizar.. Um tutorial completo! Decidi comprar dois dias antes da previsão da minha menstruação – eu tenho sorte do meu ciclo ser regular mesmo depois de tantas bombas de hormônios que tomei por mais ou menos 18 anos. Era uma manhã de sexta feira, eu tinha encontro com o núcleo de pesquisa sobre sexualidade humana onde participo junto a Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica; recordei-me que no caminho havia varias farmácias  e que com certeza eu encontraria o tal “coletor”. Paguei o valor de R$ 95,00 da marca Fleurity, a que tem a lindíssima da Flavia Alessandra como garota propaganda. Fiz mil perguntas para atendente da farmácia, desde durabilidade, higienização, o que aconteceria se minha filha quebrasse (tenho uma menina de três anos, qualquer coisa vira brinquedo nas mãos dela), e infelizmente a moça não soube me responder, acredito que por falta de conhecimento. Como estava bem decidida a comprar e estava começando a me atrasar, falei que iria pesquisar e levei na minha bolsa o meu novo amiguinho, meu novo tamagoshiu. Passadas algumas horas, lá estava em casa com minha nova aquisição, e decidi encarar ele de frente e acabar com todo aquele estado de ansiedade, abri a caixa e tcham tcham tcham! Peguei ele na mão e me bateu um sustinho, o coletor tem aproximadamente o mesmo tamanho de um copo de tequila. Até pensei em voz alta, “como vou colocar essa porra aqui dentro”, mas senti que o material era todo de silicone bem maleável. Aproveitei e li o manual, que ensina como colocar e responde umas séries de dúvidas. O medo do tamanho foi passando por algumas razões: eu já estava super acostumada a usar absorventes internos, lembrei que coisas maiores entraram e saíram da minha vagina, dos mil exames transvaginal que devo ter realizado, dos exames de toque no colo do meu útero na gravidez da minha pequena, e com o tempo a minha mente que já tinha desenhado o coletor como um balde de 20 litros foi desconstruindo até chegar ao tamanho real que ele tem. Leia também: Cuidados com a higiene íntima durante a menstruação Finalmente menstruei, eba!, fui colocar o coletor (eu já tinha higienizado numa panelinha pequena). Ah, sim: antes de usá-lo, você deve colocar em uma panela com água fervendo. Isso deve ser feito depois de cada ciclo, então o ideal é que você tenha uma panela só para isso. Higienizei minhas mãos com álcool em gel, sentei no meu vaso sanitário e depois de dobrar as hastes, consegui encaixar de primeira. Confesso que fiquei os primeiros 30 minutos com medo de tossir e o negócio cair ou expelir voluntariamente, mas o tempo foi passando e eu fui me adaptando. Como sempre tive um fluxo muito intenso – ou pelo menos é o que eu acreditava – fiquei muito cabrera de encher o copo e me sujar inteira, então a cada quatro horas eu verificava. Detalhe:u não sai de casa nesse dia de tão insegura que eu estava! E toda vez que verificava me vinha uma surpresa. Eu eu me perguntava: cadê todo aquele sangue? Cadê aquele cheiro horrível que se tem nos absorventes? Cadê os sangues não coagulados? Pois é, nada disso, o copo estava quase vazio. E o cheiro ruim que estamos acostumadas é por causa do absorvente: em contato com oxigênio, o sangue é quase inodor. Antes de dormir conferi o meu “amiguinho”, despejei o pouquinho que tinha e capotei. No dia seguinte acordei assustada pensando que deveria ter vazado tudo, graças à deusa não foi o que ocorreu;estava mais cheio que o dia todo anterior, mas longe de vazar. Joguei fora no sanitário, tomei meu banho e diferente do dia anterior queria sair, pular correr, topei até fazer uma trilha com marido e com a neném no parque da Cantareira, de tão segura que estava. Passei a pensar que agora tenho bons motivos em continuar usando o coletor: segurança que nunca tive com absorventes (TODOS os jeitos e marcas), o cheiro é quase nulo, economicamente muito mais viável em decorrência de sua durabilidade, e, gente, é muito ecologicamente correto, não faz lixo. Os demais dias foram tranquilos, eu evitava de urinar no coletor, e aproveitava essa pausa para olhar meu novo amiguinho e agradecer a oportunidade de ter ele ao meu lado. Super recomendo! 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