Ménage entre mulheres: o triplo círculo

Demorou, mas chegou! Na sequência do nosso breve guia do ménage, a pergunta é três mulheres é demais? Eu não acho. É uma modalidade menos comum, mas não menos prazerosa. E ainda trazemos uma boa notícia: você não precisa ser lésbica para ter acesso a essa maravilha. Como referência, usei minha própria vivência, e conversei com uma amiga bissexual e outra lésbica (que nunca se relacionou afetivamente com homens). A perspectiva das mulheres bissexuais sobre esse assunto é ligeiramente diferente, como vocês vão ver nos relatos do fim do texto.

Antes de prosseguir, saiba que tem imagens bem quentes a seguir. Então tomem cuidado onde vão ler, ok? 

Antes de entrarmos nos relatos (que são muito quentes!) queria destacar algumas coisas. Primeiro, que a temporalidade do sexo feito entre mulheres é bastante diferente daquele feito entre homem e mulher. Para mim, muitas vezes é mais fácil gozar com uma mulher, porque o sexo não necessariamente acaba ou diminui de ritmo porque umas das envolvidas gozou.

Acho que homens e mulheres estão acostumados a terem papéis “marcados” no sexo – não estou dizendo que isso seja uma verdade absoluta, mas é uma tendência meio fácil de observar. Nesse teatro, a dominância costuma ser masculina, e “fim” é quando o eles gozam. Quando há apenas mulheres envolvidas, tudo fica mais “borrados”. As duas estão no mesmo “nível”, digamos assim. As possibilidades são múltiplas.

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Como eu disse, conversei com uma mocinha lésbica e algo que concordamos é: não dá para saber quem vai comer quem na hora H. Já transei com uma mulher que não gostava de qualquer forma de penetração. Em compensação, ela sabia se esfregar nos lugares muito certos e trepar com ela foi uma delícia. E depois, de quebra, fiquei relativizando ainda mais essa necessidade de penetração.

Ajuda ter experiência prévia com mulheres, mas não é fundamental. Se você tem vontade, mas não sabe o que fazer, leia nosso texto sobre a primeira vez com outra mulher. Meu conselho, que serve para a vida, é: Estejam abertas aos desejos e aos encontros. Uma situação que se apresenta hoje pode não se repetir. Demorei anos para realizar algumas fantasias porque tive medo, e é um fato: Algumas coisas não acontecem todo dia.

É muito fácil convencer um cara a estar com você e uma outra garota. Soube de raros casos em que maridos e namorados se declararam abertamente enciumados com essa possibilidade. É real é que a maioria dos homens costuma fantasiar (e muito!) com esse tipo de situação, e por isso não perde a oportunidade de vivenciar quando tem a chance. Mas eu costumava achar que entre mulheres a coisa era mais complicada. Até encontrar um grupo de mulheres casadas e bissexuais que curtem uma pegação. Fiquei bastante impressionada de ver a liberdade com que algumas dessas mulheres (não todas) lida com sua sexualidade.

E sem pressão, tá? Você pode aproveitar os toques e deixar técnicas mais avançadas, como sexo oral e “tesouradas”, para depois. Mas se você pensa “já tô ali, né” e curte a possibilidade de colocar a língua para trabalhar, faça as contas comigo e caia de boca no 69+1 😉 

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Para terminar, #ficadica: Todas foram unânimes em dizer que é complicado entrar nessa maravilhosa briga de tesouras se uma das envolvidas é namorada, esposa, afins. Pode ser exagero, e também o grupo aqui ouvido foi pequeno. Mas as mulheres costumam ser mais reservadas nesses lances. Como sempre: muita, muita conversa é necessária. Clareza nas regras. Tanta objetividade quanto for possível se ter em relação ao que se busca e se quer de uma experiência como essa.

Relatos

“Há cerca de um ano fui adicionada a um grupo de Facebook por uma amiga. Não era um grupo como outro qualquer. Fui a algumas festas organizadas por essas mulheres, mas nunca conseguia ir até o final. Até que, um dia…

Éramos seis. Já estávamos altas, todas, bebemos um pouco num bar, e depois, na casa de uma delas. Dançamos, tiramos timidamente algumas peças de roupa. Uma delas se ofereceu para fazer uma massagem em quem estivesse a fim, o que não foi difícil de achar. Não demorou muito para que as duas estivessem nuas. Isso estimulou as demais a ficarem sem roupa.

Comecei a beijar uma delas e a ajudei a tirar a roupa. A coisa esquentou , nos dividimos em dois grupos, eu e mais duas fomos para um dos quartos da casa. Nós três nos chupamos e nos esfregamos de todas as maneiras possíveis, isso para não mencionar o maravilhoso uso dos dedos. Eu me entendi melhor com uma delas, M., que me tocava de um jeito delicioso. Quando a gente menos esperava, as outras meninas que estavam na sala invadiram o quarto, e então passamos a ser seis na mesma cama.

Duas delas estavam muito acostumadas a ficar juntas e isso era perceptível e um tesão. Umas dessas era minha amiga de longa data. A mesma que me convidou para entrar no tal grupo. Nós duas já havíamos nos beijado, mas sem passar disso. Nesse dia a gente se apertou e sarrou um pouco, mas não fomos além. É até difícil expressar o sentimento desse momento, descrever todas as imagens que podem ser produzidas quando seis mulheres se pegam em cima de uma cama. Pouca coisa me excita mais que gemidos femininos. Fechar os olhos ali e escutar já seria suficiente para me deixar com muito tesão. Mas todas estavam ávidas por se tocar e se acariciar. Não sei dizer exatamente quanto tempo durou… Algumas foram saindo lentamente da cama e eu fui uma das últimas. Por mim, ficaria ali para sempre”. M., 29 anos

“Costumava frequentar há alguns anos uns bares em Botafogo onde se concentravam muitas pessoas LGBTQ+. Ali eu conheci uma garota. Não ficamos de cara, trocamos algumas mensagens durante alguns dias, até que marcamos um encontro. Uma terceira mulher se aproximou da gente nesse dia, e meio que não saia de perto… Nós nos despedimos dela, e estávamos a caminho do carro, quando ela reapareceu e disse que tinha se perdido dos amigos. Eu olhei para a outra garota, meio que procurando a aprovação dela, que veio sem neuras. Então eu disse que ela podia ir embora com a gente se estivesse a fim. E assim foi.

Transamos e tudo rolou de uma forma muito natural. Nenhuma de nós estava envolvida afetivamente, foi um encontro muito fortuito. A menina que chegou em mim e na minha amiga teve a sensibilidade de sacar que nós duas queríamos ficar juntas, acabou indo dormir mais cedo e nos deixou à vontade pra transar só nós duas. Não tenho nenhuma queixa desse dia. Não sei se eu encararia algo assim com uma namorada”. S., 43 anos

“Éramos cinco amigos, todos na faculdade: três mulheres e dois caras. Numa festa, todo mundo começou a se tocar. Imediatamente, rolou uma sintonia enorme de pele, respiração, ritmo, olhar e atração entre as três mulheres. Os dois caras foram meio deixado de lado e até poderiam ter aproveitado para se pegar, mas a gente sabe que isso não funciona bem assim para eles. Ficaram apenas observando. Havia uma conexão e uma linearidade muito impressionante entre nós três, e isso eu observei nas duas vezes em que eu estive entre três mulheres (a segunda delas rolou muitos anos depois). Foram experiências incríveis, me arrisco a dizer que foram melhores do que as que tive com dois homens. Na primeira vez, eu era muito nova, e foi a primeira vez que transei com mulheres.

Anos depois, eu já tinha tido muitas outras experiências, e voltei a estar de novo numa situação com duas mulheres. De novo, a gente não estava sozinha. Era uma suruba, entre mulheres, e três de nós nos separamos do restante do grupo. Foi um momento de muita troca, muito bom, que me lembrou aquela primeira experiência que eu já tinha vivido. Como não havia ninguém nos observando, acho que isso fez com que tudo foi até mais intenso. Já senti que estava sobrando em ménages entre um homem e duas mulheres, já vi também outros sobrando. Isso é mais difícil de acontecer entre três mulheres, eu pelo menos sinto que nesse caso a ligação entre quem está participando é ainda mais forte”. P., 39 anos

3 comments

  1. Lila says:

    Penso eu que no fundo no fundo, todos curtimos uma orgia, essas invenções de menage, gang bang, swing e etc. são formas suaves e discretas.

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