Dois homens e uma mulher: Se joga!

Assim definiu uma amiga, de forma direta e sucinta, o encontro entre dois homens e uma mulher: o melhor ménage que você respeita. Mas por que ele é melhor? Como prometi no primeiro post, seriam três o textos sobre o ménage a trois. Comecei falando do mais clássico, com duas mulheres e um homem, e depois expliquei como é a diversão entre três mulheres.  Esse é o último post: dois caras e uma felizarda. Bora lá.

Superando preconceitos

Mas por que falei em felizarda? Devido a todo o machismo que cerca a sexualidade feminina e masculina, não são todos os caras que topam fazer sexo a três quando tem outro homem envolvido. Aliás, rola um certo tabu até mesmo entre as mulheres. Tenho várias amigas que ficaram completamente chocadas quando eu disse que, sim, tenho tesão em ver dois barbudos se pegando. Desde que eles me peguem também, tudo certo.

Já escutei várias bobagens e relatos chocantes de homens – desde “Minhas bolas vão bater nas do outro cara” até “Minha namorada terminou comigo quando descobriu que eu tinha feito sexo a três com outro rapaz junto”. E também ouvi mulheres que se ressentem um pouco com essa indisponibilidade de interação entre os caras, que inclusive pode atrapalhar um pouco a dinâmica da coisa toda.

Não estou alheia ao fato de que existe muito machismo envolvido aí. Numa festinha, na balada, se duas meninas se beijam, ninguém vai taxá-las de absolutamente nada. Dependendo do lugar, nem será assunto. Agora, imaginem a mesma situação com dois amigos. É mais complexo. Acredito que muitos sejam bissexuais, que até rolem experiências, mas elas são muito mais veladas. Uma pena.

A dinâmica

Muitos acham que ménage quer dizer que vai se “dar bem” – mas, para esses, isso significa “pegar duas gostosas”. Não quero cagar regra, mas se der, miga, fuja deste tipo aí. Um bom ménage também pode rolar entre mulheres. E um maravilhoso, entre você, cara leitora, e dois sujeitos de muita sorte e personalidade.

que nem mocinha - menage 3

Não é imprescindível que role uma grande interação entre os dois homens. Boa parte das histórias que escutei, e numa das quais eu mesma estive envolvida, isso não aconteceu. Se não for o caso, a atenção estará em você, o que dispensa comentários. Aproveite e leia aqui nosso post sobre dupla penetração, hehe. Brincadeiras a parte, você não é obrigada a nada! Pode curtir um pênis de cada vez, ou um na vagina/ânus e outro na boca. Agora, se você quer ver os dois bofes também se pegando, vai que rola, neam? E nesse caso, tenho sim comentários a fazer.

É legal saber a vibe dos envolvidos. Já estava saindo com um cara há um tempo, e uma vez joguei essa no ar. Pra minha surpresa, ele curtiu. A questão, não muito trivial, era encontrar o outro que também topasse, já que ele não tinha um amigo ou alguém em vista… Com algum tempo no Tinder, e uma certa prática de pesquisa, achei o terceiro elemento. Batemos um papo muito bacana pelo WhatsApp. Ele perguntou o que ia ser. Eu não sabia muito bem, só tinha a informação de que ia acontecer. E disse: “na hora a gente vê”. Como ele já tinha muito mais experiência que eu, disse objetivamente que estava insatisfeito com a resposta. “Não curto esse lance de ver na hora. Já tive más experiências com alguns casais. Um toque, qualquer coisa fora do lugar, pode quebrar o clima”. Fui atrás das informações que ele pediu, até pra que eu mesma estivesse mais à vontade na hora H. Foi a melhor coisa. Então, mocinhas, essa é sempre a primeira regra: conversem antes da ação. Descubram o que cada um se sente confortável fazendo e quais são os limites.

que nem mocinha - menage 3

Relatos

“A primeira experiência que tive com dois caras foi boa, mas considero incompleta. Eu já tinha saído com o Rafa algumas vezes, e transar com ele era uma delícia. Atleta, corpo gostoso, totalmente seguro e um fôlego delícia. Inclusive, já tinha rolado um ménage com ele e uma amiga, que convidei. Um dia, ele sugeriu de chamar um amigo para “te ver me chupar”. E assim foi. Transamos os três, mas houve pouca ou nenhuma interação entre os dois, então eu continuei nessa vontade” A., 39 anos

“Essa era uma fantasia antiga. Já tinha chegado perto, mas nunca tinha rolado. Já sabia que ia acontecer, mas demorou porque nos desencontramos algumas vezes. Até que num domingo chuvoso, depois de trocar umas mensagens, primeiro um deles chegou, e depois o outro. Eu comprei algumas cervejas e quando fui na cozinha abrir uma delas, um deles me beijou. O cheiro dele era ótimo. Não demorou nada, a gente começou a se pegar, e meu amigo nos acompanhou. Por uns minutos, os dois me beijaram insanamente. Era visível que nós três estávamos com muito tesão. Aqui, é preciso fazer uma observação importante: só existe uma coisa melhor que pegar um pau duro, e com certeza, pegar dois paus duros ao mesmo tempo supera a primeira opção. Se eu morresse amanhã, podem ter certeza: no filminho, aquele que dizem que passa na nossa frente antes de a gente seguir a luz, eu me lembraria do momento no qual um deles chupou o outro, e de mim de quatro sendo comida por um deles, com minha boca na pica do outro e os meus olhos encarando os dele da maneira mais atrevida possível. Recomendo fortemente.” R., 40 anos

“Eu e meu companheiro resolvemos abrir nosso relacionamento. Eu e ele tínhamos a liberdade de transar e estar com outras pessoas. Eu acabei me envolvendo com um amigo, um homem, uma pessoa bem próxima a nós. No início, isso provocava muita curiosidade no meu companheiro e nós costumávamos falar sobre isso. Eu contava alguns detalhes do que tinha rolado para ele, e isso acabava fazendo parte das nossas preliminares. Num desses dias, surgiu essa ideia de estarmos os três juntos. Um dia, ele foi até nossa casa para uma conversa. A gente bebeu e conversou, até que meu companheiro começou a me acariciar, o que deu a deixa para transarmos os três. Começamos e nos beijar, os três e a trocar carícias. Ficou logo muito claro que o tesão dos dois estava em mim. Eu era o foco das carícias e atenções e preliminares. Isso pra mim foi ótimo e diferente. Mas também um pouco trabalhoso: eram dois caras muito proativos no sexo e que demandavam meu corpo o tempo todo. Essa ideia parece e é maravilhosa, mas em alguns momentos me pareceu muita informação, e um pouco cansativo. Foi uma pena os dois não terem se tocado. Eu fiquei curiosa para saber se tinha rolado algum desejo entre eles. O meu companheiro disse que não, para o outro eu não tive coragem de perguntar. Já estive com duas mulheres. E uma coisa que é engraçada é que quando acabou, a gente se separou, nem dormimos juntos, ficamos em quartos separados. É como se fosse um triângulo mesmo no qual um dos vértices é a mulher, e os dois estão apontados para você.” F., 29 anos

“Muitas mulheres curtem e topam transar comigo e outro cara na vibe “putaria”. Eu curto bastante, sou bem aberto. Porém, essas mesmas mulheres não me levam a sério quando me mostro interessado nelas. Acho isso muito doido. Uma ex-namorada jogou essa no ar, quis saber se eu curtiria ou não a experiência, mas na real ela estava me sondando para saber até onde eu já tinha ido. Quando disse que sim, claro que toparia, ela se encorajou e quis saber se eu já tinha feito sexo com outro cara envolvido. Ela meio que surtou e terminou comigo na mesma hora. Não suportou, ficava repetindo que eu era gay. Hoje em dia, eu mando a real já na saída”. B., 35 anos

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