Não consigo gozar com penetração….E agora?

Olá mocinhas lindas, tudo bem com vocês? Essa semana vou abordar um tema muito recorrente entre grupo de mulheres: Por que muitas mulheres tem dificuldade em gozar pela penetração? E vou além: existe diferença entre orgasmo clitoridiano e o orgasmo vaginal?  Diferentes formas de orgasmo Vamos contextualizar os dois assuntos acima e correlacionar com o mesmo órgão: clitóris. O nome clitóris vem do grego: κλειτορἰς – kleitorís, que significa “pequeno monte”. Mas não se deixe enganar: ele não é tão pequeno assim. A parte visível do clitóris (que também é a mais sensível) é mesmo pequena, e muitas vezes está escondida pelo prepúcio, uma pele que tem a função de protegê-lo. Por isso, é comum acharmos que o clitóris é só aquilo. Mas ele é bem maior do que imaginamos e se estende internamente ao longo da abertura vaginal até o períneo, e seu tamanho varia entre 10 e 15 cm. Por isso, a penetração também é prazerosa, porque estimula a parte interna do clitóris. Trouxe uma foto para vocês entenderem melhor. O sombreadinho é o que vemos de forma externa (pequenos e grandes lábios e a glande do clitóris). Então, como eu disse ali em cima, o orgasmo pode vir independente do estímulo – interno (canal da vagina) ou externo (glande do clítoris). Muitas mulheres acham que não vivenciam seu orgasmo de modo pleno, pois alegam vivencia-los apenas via masturbação ou sexo oral. Ledo engano! Tanto o orgasmo clitoriano como o vaginal são respostas da atividade sexual através do mesmo meio (nosso bom e velho clitóris), o que diferencia é a intensidade que cada mulher sente. Eu tenho orgasmos, mas não consigo gozar na penetração Confesso que em rodas de amigas, ou até mesmo em fóruns virtuais sobre o tema, muitas mulheres reclamam que não conseguem gozar na penetração. Essa foi a queixa que uma das nossas leitoras nos enviou, e que motivou esse post. Antes de continuarmos, é importante lembrar que isso não é a mesma coisa que anorgasmia. Nesse transtorno, a pessoa (homem ou mulher) não consegue ter orgasmos, independente do meio. Em 1905, Freud argumentou que o orgasmo clitoriano era uma espécie de fenômeno que ocorria em adolescentes, e após atingir a puberdade a resposta sexual adequada das mulheres maduras mudava para o orgasmo vaginal. Sendo que ele nunca apresentou nenhuma comprovação dessas observações. Na época, essa teoria foi fortemente criticada por pensadoras feministas, como Ellen Ross e Rayana Rapp. Elas diziam que era uma “clara percepção masculina do corpo feminino”. Eu acredito que essa teoria serviu para intensificar ainda mais o sentimento de inadequação de muitas mulheres que  não gozam com penetração vaginal, envolvendo pouca ou nenhuma estimulação clitoriana. Aí vocês se perguntam: o que causa essa dificuldade? Eu consigo pensar em duas possibilidades: Fiscal do próprio gozo Muitas meninas relatam que sentem prazer no ato da penetração, mas que ficam pensando muito durante o ato. Mocinhas, sexo é pra ser sentido, não para refletir a respeito. Pelo menos não durante, né? Se você tá preocupada com o que está acontecendo em vez de curtir o momento, o clímax fica longe, longe. Afinal, o orgasmo nada mais é que também uma descarga de energia muscular. Então, como vai ter descobtrole se você está se controlando? Não rola. Ele/Ela é muito rapidin e não manda tão bem assim Acontece, né? ¯ \ _ (ツ) _ / ¯ Vamos aos fatos: Tem muita gente por aí que aprendeu sexo com pornô. E, como já bem sabemos, o pornô está bem longe da realidade. Nesse tipo de filme, o sexo é rápido, muitas vezes quase que instantâneo. E não estamos falando só de penetração: masturbação e oral também contam. Por isso, muitas pessoas acabam registrando de forma inconsciente que sexo  é algo rápido. Algumas meninas  não conseguem sentir tão estimulada com algo tão veloz, já que a masturbação (e até o oral) demoram mais. Possíveis soluções Agora que identificamos o que pode estar causando isso, vamos tentar solucionar o problema: Foca no que importa Caso você tenha se identificado como a fiscal o próprio gozo, essa dica é para você. Quando perceber que está pensando muito mais do que sentindo, se fixe em um ponto do parceiro ou parceira e foque ali. Por exemplo: pense em como aquela boca é bonita, o quanto você  gosta de beijá-la, e como é bom quando ela brinca com seu corpo. Distrair pensamentos obsessivos é uma boa forma de se reconectar com o próprio ato sexual e deixar as sensações fluírem. Manobra da ponte Essa já é uma dica mais prática. Nessa posição, o parceiro ou parceira te penetra enquanto você estimula o clitóris de forma manual ou com bullets. Você também pode usar géis para intensificar o prazer, como o Orgastic (que já falamos nesse vídeo aqui). E aí, mocinhas, gostaram? Se vocês ainda tiverem dúvidas sobre esses ou outros assuntos, é só comentar ou enviar um e-mail para erika@quenemmocinha.com Você também pode gostar de…Nosso amado sexo oral femininoVamos falar sobre anorgasmia?Inversão de papéis: prazer para os dois!Descobrindo os prazeres no sexo oral Leia também: