Organizar suruba não é igual organizar armário

Em um dos Papo de Segunda, programa do GNT, a apresentada Micaela Goes, do Santa Ajuda, deu dicas de como organizar uma suruba. Ela brincou e disse que devemos organizar surubas e armários da mesma maneira, com os mesmo princípios. Tudo bem, se ela não levasse a piada a sério depois. Afinal, suruba é bagunça? Vale tudo? Quais regras podem ou não te ajudar? E que regras são essas?

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Para escrever esse texto, entrevistei várias pessoas, que aqui estão protegidas pelo anonimato. T., um controller de 37 anos, participa de surubas há mais ou menos um ano e afirma que organizar esse tipo de evento não tem nada a ver com questões ambientais. “Não é sobre o lugar. As regras importantes são comportamentais: são sobre consentimento, respeitar o outro e sobre como interagir com os presentes”, explica. Nos seus eventos, só entram convidados. As pessoas são avaliadas não pelo seu desempenho sexual, mas pela maneira como interagem com os outros.

A chave para uma boa suruba é conversa, conversa e mais conversa!

Nas surubas, as pessoas podem ir sozinhas ou acompanhadas. Mas preste bastante atenção se você for com alguém, tá? M., 29 anos, programadora e fã da modalidade, lembra que o casal deve discutir os acordos antes de sair de casa. “Eu já vi desentendimentos entre pessoas sem nenhum grau de comprometimento porque as expectativas não estavam alinhadas – então imagina para casais!”.

Então, mocinhas, antes de colocar aquela lingerie linda, sente com seu parceiro ou parceira e conversem. O que vale entre quatro paredes? A ideia de incluírem uma terceira (ou quarta, quinta…) pessoa incomoda ou excita? Vocês são “livres” para transarem com quem quiserem ou o parceiro/parceira devem consentir? É muito importante essas questões serem resolvidas antes de vocês saírem de casa, pois uma discussão no lugar pode acabar com o clima da suruba para vocês e para os outros convidados. Lembrem-se que a comunicação é parte fundamental da vida a dois, não só no aspecto sexual.

Shhh!

“Confidencialidade e consentimento são as palavras que imediatamente pipocam na minha cabeça quando penso em regras e surubas”, diz A., de 42 anos. “Estive em um suruba apenas uma vez. Não era permitido falar sobre a festa com quem não estivesse convidado e a confidencialidade era levada bastante a sério. Os celulares foram recolhidos e só deveriam ser usados em casos de extrema necessidade”. O motivo é bem óbvio: ninguém quer ser fotografado ou filmado em uma situação dessas, ainda mais sem autorização. Se alguém desrespeitasse essa regra de ouro, seria imediatamente reportado e convidado a se retirar. Em alguns casos, a pessoa pode até ser expulsa de eventos semelhantes. Não ache que a infração vai passar despercebida: as pessoas se falam, ainda mais sobre esse tipo de ação.

que nem mocinha - organizar uma suruba - segredo

O ambiente não é fundamental, mas importa

O que mais importa em uma suruba são as pessoas que estão ali. “Mas, com o perdão do trocadilho, não rola em qualquer buraco”, diz F., 32 anos. Um ambiente bacana, com boa música e aperitivos gostosos, além de pessoas legais… Tudo isso contribui para uma boa festa, envolvendo ou não sexo. Outra coisa a se prestar bastante atenção é o uso excessivo de bebidas e drogas. O consumo exagerado não é recomendado por um motivo bem simples: ele afeta o desempenho sexual. Além disso, ninguém merece aturar aquela pessoa chapada que se acha o rei do pedaço, que fala alto e atrapalha todo mundo. Bom senso, mocinhas, vale para todas as ocasiões.

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