A deficiência física e a sexualidade

Olá meninas, tudo bem com vocês? Nessa semana temos o tema sobre a sexualidade de quem tem algum tipo de deficiência física, trazido por uma mocinha cujo namorado ficou paraplégico depois de um acidente de carro. É importante aproveitar a visibilidade conquistada por nossos atletas paralímpicos para refletirmos sobre todos os recortes sociais de uma pessoa com limitações do tipo. Pessoas com deficiência física, assim como todo mundo, podem ter uma vida sexual e saudável – só é preciso fazer algumas adaptações. 

Tenho um namoro de mais de seis anos, infelizmente os últimos 18 meses foram terríveis.
Meu namorado sofreu acidente de carro e ele perdeu movimento das pernas (paraplégico) o médico “liberou” que voltássemos a nossa vida sexual.
É estranho, por que é um processo de recomeço e eu queria algumas dicas para nos ajudar nessa nova fase.

Bom, vamos desconstruir o que muitos familiares e amigos de pessoas deficientes acreditam fielmente: deficientes não são assexuados (pessoas que não tem interesse em vida sexual e ou amorosa). Isso é pura baboseira. Nos últimos anos, há estudos que apontam um aumento de pessoas contaminadas por DSTs e AIDS, o que demonstra claramente o quanto preconceito e a falta de informação é nociva à saúde dessas pessoas – elas devem ser educadas sexualmente, e não ignoradas.

Além do interesse pelo relacionamento amoroso e sexual, os portadores de deficiência aprendem a adaptar suas vidas sexuais com a troca de informações com outros deficientes. A relação sexual, nesses casos, pode requerer alguns cuidados especiais, como a aplicação de lubrificantes para as mulheres e o uso de medicamentos orais ou intravenosos para a ereção do pênis. Também pode ser necessário esvaziar a bexiga antes do ato e adaptar posições.

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No entanto, há diferentes preocupações se formos pensarmos no gênero: enquanto os homens demonstram mais preocupação com a capacidade de terem ereções, as mulheres têm dúvidas em relação ao orgasmo, à fertilidade e à capacidade de se sentirem atraentes. No caso de deficiências adquiridas, como lesões medulares resultantes de acidentes, os homens costumam comparar também suas performances hoje com antes de serem deficientes. Assim, acompanhamento médico e psicológico é essencial para promover a saúde e bem estar.

 superimportante atenção e dedicação do parceiro/a, pois é um processo de novas descobertas aonde a sexualidade irá se manifestar muito além de apenas penetração. O toque, o beijo e a sucção em diferentes áreas do corpo irão apontar como e aonde se desenvolve o novo prazer. Conversei com a fisioterapeuta Talita Oliveira de Paula, que atua na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), e ela me disse que muitos de seus pacientes, que têm deficiência congênita ou adquirida, têm a vida sexual ativa. Muitos exploram algumas zonas erógenas como lóbulos das orelhas, mamilos, umbigo e pescoço. De acordo com ela, “existe uma valorização das preliminares”.

É super válido que pessoas com deficiência possam trabalhar sua autoestima, sentirem- se valorizadas como pessoas, sentir-se lindas e altamente sensuais mesmo em uma sociedade que prioriza a estética. Afinal, o conceito de beleza é algo subjetivo e individual.

Vou apontar algumas dicas para ajudar nossa querida leitora a retomar a vida sexual com seu querido parceiro:

  • Apostar nas preliminares e nas zonas erógenas;
  • Elogiar o desempenho sexual;
  • Permitir-se a explorar a sexualidade de modo diferente a que vocês estavam habituados.
  • Criatividade e Fantasias Sexuais (sexting, filmes pornográficos, strip-tease, gels e vibradores).
  • Adapte a relação sexual com o apoio da cadeira de rodas.
  • Prevenção sempre. É fundamental e essencial o uso de preservativos durante o ato sexual – inclusive o oral.

uma imagens com diversas posições para serem fetas com o produto

 

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