Quatro fatos sobre o pênis que você provavelmente não sabia

Por que eles são pequenos nas estátuas gregas e romanas?

Um dos maiores dramas do homem moderno é o tamanho do seu pênis. Atualmente, quanto maior, melhor. Já escrevemos um post reafirmando que tamanho não é documento e o que importa é saber usar, mas parece que eles não ouvem. Mas essa competição para ver quem tem o maior membro é recente – na Grécia e Roma antigas, a situação era bem diferente.

Já reparou que os pênis retratados nas estátuas desses lugares eram pequenininhos? Ellen Oredsson, que tem um blog sobre história da arte, explica o motivo. Em primeiro lugar, eles estão flácidos. Então, vamos ser honestas, não são tão diferentes do homem moderno. Além disso, os valores culturais sobre beleza masculina eram muito diferentes. Se hoje nós entendemos que pênis grandes são sinônimos de virilidade e masculinidade, antes os menores que eram os “cobiçados”.

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Para os gregos e romanos, pênis grandes eram sinônimos de loucura, luxúria e feiura. Não é a toa que as estátuas com membros grandes estão associadas a homens insensatos ou aos sátiros (ser da natureza com o corpo metade humano e metade bode). Enquanto isso, o “homem ideal” deles era racional, intelectual e autoritário — e com pênis pequeno.

É possível nascer com dois pênis

Possível, mas extremamente raro. A difalia, nome dessa condição médica, acontece em um em cada 5,5 milhões de homens e é causada quando ocorre uma divisão celular durante o desenvolvimento do pênis. Se já é muito raro isso acontecer, é mais ainda difícil que os dois membros tenham funcionalidade. Por incrível que parece, é isso que aconteceu com “DoubleDickDude” – algo como “Cara do Pênis Duplo” em português. Ele ganhou manchetes internacionais depois de revelar sua condição no Reddit e aproveitou a fama para criar perfis no Tumblr e Twitter (não abram os links em locais públicos), além de um livro.

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A capa do livro, que não ganhou uma versão em português.

O rapaz, que prefere manter seu nome em anonimato, já foi convidado até para fazer filmes pornôs. De acordo com ele, seus dois pênis são iguais em tamanho: 25 cm quando excitados e 20 cm em condições normais, e possui dois testículos. Ah, mais um detalhe: seu ânus tem formato diferente do da maioria das pessoas, mas não consegui maiores detalhes sobre isso. Quem quiser saber mais informações pode ler seu livro ou conferir suas redes sociais, onde ele posta fotos bastante explícitas.

Mais de mil homens têm seus pênis amputador por ano por falta de higiene

Somos obrigadas a aturar produtos que são “ótimos” para nossas vulvas, que as limpam e deixam com um cheiro “bom”. Para eles, nossas vaginas são feias, fedidas, ridículas. Sabe o que eles são? Um bando de imbecis. Nossas vulvas – que têm cheiro e gosto de buceta mesmo, muito obrigada – são muito limpinhas. Quem tem que prestar atenção na higiene íntima são os homens. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), são feitas mais de mil amputações penianas por ano no Brasil. O motivo? Falta de higiene básica.

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Apesar do câncer de pênis ser raro no Brasil (apenas 2%), ele é bem comum nas regiões mais pobres. Ele acontece por causa da má higiene íntima e medo dos homens de procurar ajudar médica. Para muitos que cresceram com uma educação rigorosa, pedir ajuda (até mesmo médica!) significa ser menos “homem” ou “macho”. Segundo o presidente da Sociedade, Aguinaldo Nardi, os casos são mais comuns em homens com mais de 40 anos idade, de baixa renda, que não realizaram circuncisão e não realizam a higiene íntima com frequência e de modo correto.

O lado bom é que é possível prevenir o câncer de pênis – e é bem simples. É só lavar o membro com com água e sabão, puxando o prepúcio – a pele que encobre a glande – principalmente após relações sexuais ou masturbação, usar preservativo nas relações sexuais e fazer a cirurgia em caso de fimose ou exuberância de prepúcio na puberdade.

Existe um “Festival do Pênis” no Japão

O Kanamara Matsuri, ou “Festival do Pênis de Metal”, é um celebrado todos os anos em homenagem à fertilidade. Esse costume tem como base uma lenda que data a Era de Edo (1603-1868). Um demônio com dentes afiados vivia na vagina de uma mulher e castrava vários homens durante a noite de núpcias. Um ferreiro, então, criou um consolo de metal e assim quebrou os dentes do demônio. Outra versão conta que a festa tem suas raízes no século XVII, quando algumas prostitutas teriam se reunido para orar por proteção contra DSTs no santuário de Kanamara, em Kawasaki.

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Hoje um falo de aço de cerca de um metro de altura enfeita o pátio do santuário de Kanayama em homenagem às divindades shintoístas da fertilidade, da concepção e da proteção das doenças de transmissão sexual. Para Hiroyuki Nakamura, sacerdote do santuário local, o Festival também tem uma função pedagógica: se as crianças se acostumarem a ver órgãos genitais, não ficarão com medo/vergonha na hora que virem os seus. Ah, e tem mais: o valor arrecadado com a venda de produtos fálicos – que vão desde pirulitos até óculos – são destinadas à pesquisa sobre a AIDS. E aí, #PartiuJapão?

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