Candidíase: É preciso cuidado redobrado no verão!

Como vocês já devem ter percebido, a gente adora o verão! Já demos algumas dicas de como deixar a estação mais quente do ano ainda mais deliciosa, mas agora vamos tratar de um assunto chato: a candidíase. A infecção é bastante comum no verão, porque os fatores que facilitam o surgimento da doença estão ainda mais presentes. Estamos falando do calor, da umidade e das idas às praias e piscinas sem os devidos cuidados com a região íntima: como passar o dia de biquíni molhado. Conversamos com a fisioterapeuta pélvica Ana Cristina Gehring, do Vagina Sem Neura, sobre a doença. Confira!

A candidíase é mais comum do que você imagina!

Recebeu o diagnóstico de candidíase e ficou apavorada? Calma! Especialistas afirmam que aproximadamente 75% das mulheres terão essa infecção, mas a doutora Ana vai além: “Eu diria que 99% terão alguma vez na vida”. Esse número elevado tem motivo. A candidíase vive em nosso organismo e normalmente fica de boas no intestino, sem causar maiores problemas. É quando o pH da vagina desequilibra ou nossa imunidade abaixa que o fungo aproveita para se proliferar. “Uso de antibióticos, disbiose intestinal (desequilíbrio da flora bacteriana intestinal), anticoncepcional, relações sexuais, períodos menstruais, biquínis molhados, excesso de açúcar… Praticamente, tudo favorece o desequilíbrio”, aponta a profissional.

E já que estamos neste tópico, vale desmistificar um erro bem comum. Candidíase não é DST. Ela está presente em todos nós, mocinhas e mocinhos, e não é contagiosa. Mas, se o nosso pH está muito desequilibrado e temos relações com um homem, ele pode ficar sensível e com os pontinhos vermelhos na glande do pênis.

Sintomas

  • Ardência;
  • Coceira;
  • Dor durante a relação;
  • Inchaço do canal vaginal;
  • Corrimento branco em grumos (pequenos coágulos, que lembram caroços).

Esses são os sinais mais comuns da infecção, mas eles não são iguais para todas as mulheres. Está com dúvida se é candidíase ou outra doença? Procure uma médica de confiança!

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Tratamento

As formas de tratamento mais comuns são antifúngicos em cremes ou comprimidos vaginais, além de comprimidos via oral. Porém existem tratamentos naturais, como banho de assento com bicarbonato, orégano, camomila, barbatimão e aplicação de óleo de coco na vagina. Mais uma vez, reforçamos a importância de consultar uma médica especializada, que vai ter acesso ao seu histórico e assim vai ter mais propriedade na hora de indicar o melhor tratamento para o seu caso.

Cuidados

A medicina ainda não conseguiu comprovar as formas de transmissão da candidíase, mas isso não significa que você não possa tomar algumas precauções. Mantenha sempre uma boa saúde intestinal e higienização da vulva. “Sabemos que o uso frequente de antifúngicos faz com que a levedura da cândida solte hifas e ela se torne resistente, afetando outros órgãos, além disso, o uso de anticoncepcional pode ocasionar a chamada candidíase de repetição”, alerta Ana. Então, se você vive em crise, é recomendável que converse com sua médica para discutir outras possibilidades de métodos contraceptivos.

Existem alguns fatores que fazem a infecção voltar a aparecer, como baixa imunidade, estresse e alimentação inadequada. Se você tem candidíase com frequência, procure uma boa nutricionista para iniciar suplementação adequada e dar aquele “up” maroto na imunidade. Para finalizar, a médica dá um conselho: “Evite lenços umedecidos, protetor diário e sabonete corporal na vagina”. E vocês já sabem, né…

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* Esse texto foi revisado pela mocinha Angélica Fontella <3

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