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Contracepção: Métodos hormonais

Muitas pessoas acham que o único modo de prevenir a gravidez é usar a camisinha e/ou a pílula. Existem muitos outros, e é fundamental conhecê-los e conversar com seu ginecologista para saber qual é o melhor para você. Além dos métodos de barreira, existe os hormonais. Como o próprio nome já diz, eles utilizam a combinação dos hormônios sexuais (como estrogênio e progesterona) para inibir a ovulação e evitar a gravidez. Lembrando que nenhum método é 100% eficaz e somente a camisinha impede a transmissão de DSTs. Com isso em mente, chegou a hora de conhecer os métodos hormonais.

Pílulas anticoncepcionais

Junto com a camisinha é o método mais usado no mundo. No Brasil é o mais popular, usado por 23% das mulheres em idade reprodutiva. A pílula precisa ser tomada diariamente, sem falhas para ter a melhor proteção possível. Quando usada de maneira correta tem a proteção de 99,7%, enquanto que quando consumida com falhas, essa proteção diminui para 92%. A pílula é tradicionalmente composta por estrogênio e progesterona e impede a ovulação – por isso precisa ser usada com orientação médica. Esse medicamento não é usado exclusivamente como método contraceptivo e muitas mulheres tomam por motivos como TPM, acne e ovários policistos. Mas todo cuidado é pouco: as altas doses de estrogênio podem causar problemas sérios como trombose e problemas cardiovasculares.

Anel vaginal

Apresenta a mesma eficácia de uma pílula anticoncepcional. O anel é posto no primeiro dia de menstruação, sua aplicação é fácil e feita em casa pela mulher (assim como o diafragma e a esponja). Ele só precisa ser retirado 3 semanas depois, dando uma pausa de 7 dias até colocar um novo anel. Assim como a pílula, o anel contém progesterona e estrogênio, que são liberados em pequenas doses ao longo dos dias. É feito de silicone com cerca de 5,5 cm de diâmetro e não é reutilizável, necessita ser trocado por um novo a cada mês.

Minipilulas

Como a presença de estrogênio nas pílulas anticoncepcionais tradicionais vem causando preocupação pelo efeitos colaterais que algumas mulheres apresentam, criou-se a chamada minipílula, que só contém o hormônio progestina, a forma sintética do hormônio da progesterona. A progestina age inibindo a ovulação, tornando o muco cervical mais espesso, o que dificulta a chegada o espermatozoide até as trompas e se mesmo assim ocorrer a ovulação e em seguida a fecundação, a progestina ainda causa um terceiro efeito que é o afinamento da parede interna do útero, não deixando o óvulo fecundado se implantar. Se usada corretamente tem uma eficácia de 99%, mas para isso a disciplina para o uso desse método contraceptivo precisa ser maior que para as pílulas tradicionais. Enquanto que nas pílulas tradicionais um atraso de 12 horas pode causar uma perda no seu efeito protetor, na minipílula um atraso de 3 horas já tem esse efeito.

Adesivo anticoncepcional

Para as meninas que não querem ficar lembrando todo dia da pílula, esse método pode ser o ideal. O adesivo tem concentração de progesterona e estrogênio, que é liberado na corrente sanguínea e inibi a ovulação. Ele precisa ser trocado toda semana, dando um intervalo de 7 dias na quarta semana e depois retomando seu uso. Sua aplicação pode ser feita na pele do braço, costas, virilha ou nádegas. Sua eficácia é idêntica a da pílula tradicional.

Anticoncepcional injetável

A aplicação mensal de estrogênio e progesterona é o método contraceptivo com uso de hormônio com maior nível de eficácia, de 99,9%. A aplicação trimestral, apenas com progesterona, tem sua eficácia de 99,7%. Lembrando que as doses devem ser administradas por um profissional da saúde. A praticidade de não precisar lembrar de tomar um comprimido todo dia acaba sendo a única diferença entre a pílula e a injeção, pois os efeitos colaterais continuam iguais. Implante anticoncepcional Ocupa, junto com a injeção mensal, o primeiro lugar em eficácia. É um método a longo prazo, pode ficar na pele por até 3 anos. É um bastão de 4 cm, que só pode ser implantado e retirado por um médico. Na maioria das vezes as mulheres tomam anestesia local para o procedimento. O bastão libera aos poucos doses de progesterona, inibindo a ovulação.

Pílula do dia seguinte

É um método contraceptivo de emergência e não pode ser usado com frequência. Tem uma eficácia de 75% se usado até 72 horas do ato sexual. Supõe-se que dependendo da fase do ciclo menstrual o remédio pode alterar esse ciclo. A pílula do dia seguinte não é um remédio abortivo, então o efeito dela será ineficaz se você já estiver grávida.

Sem formação acadêmica definida, um reflexo claro de como para uma aquariana legítima nada tem rótulos. Vive uma eterna desconstrução social e quer mudar o mundo com as próprias mãos. Absorve todo o tipo de cultura pop, nem que seja para falar mal - que sempre acontece -, mas tudo pode ser deixado de lado por mais um gif de um bebê fofinho e seu cachorro tão fofo quanto.

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