Contracepção: Métodos de barreira

Hoje em dia, existe uma série de métodos conceptivos que ajudam a mulher a evitar a gravidez. Os mais conhecidos são a camisinha (que também evita a transmissão de DSTs) e a pílula anticoncepcional. Muitas mulheres tomam a pílula porque são “empurradas” pelos ginecologistas e os hormônios contidos nesse tipo de remédio afetam todo o seu corpo, podendo causar sérias complicações. Então, separamos diferentes tipos de métodos para vocês terem noção do mundo de possibilidades. Como são muitos e queremos explicar direito o que cada um é, vamos fazer uma série de posts sobre o assunto.

A primeira coisa a saber é: são oito tipos de métodos contraceptivos são encontrados gratuitamente em postos de saúde. Alguns de acesso rápido, como a camisinha, outros com a necessidade de exames ginecológicos e alguns pré-requisitos, como o Dispositico Intra Uterino (DIU).

Antes de escolher o melhor método para você, lembre-se que isso precisa ser uma escolha apenas sua. Não é porque a sua amiga usa o anticoncepcional tal que ele vai ser a melhor opção para você também. Não caia na armadilha dos ginecologistas preguiçosos que receitam “qualquer” pílula só porque você avisou que transa. Pense no seu estilo de vida, no histórico de doenças da sua família, na sua perspectiva futura de engravidar ou não. E teste, teste todos até encontrar o que te deixa mais confortável.

Vamos começar pelos métodos de barreira:

Camisinha

É o método mais utilizado no mundo, com uma eficácia de 98% contra gravidez e o único que previne doenças sexualmente transmissíveis, como a AIDS. Então não importa se você usa outra coisa para não engravidar, não deixe de usar camisinha masculina ou feminina. Em relacionamentos estáveis e exclusivos, o uso de camisinha não costuma ser comum. É compreensível, mas também é muito válido realizar testes no começo de um relacionamento, antes de partir para o sexo desprotegido. Se tem intimidade para sexo sem camisinha, tem para pedir teste também, né? Para o sexo casual, a camisinha é mandatória e pode ser muito legal. Tem camisinha extragrande, tem extra- sensível, com sabor, com textura, com espermicida, sem látex para as alérgicas, tem até que brilha no escuro. Existe uma infinidade de preservativos o que serve também comum incentivo para os homens pararem com essa de “meu pau fica estrangulado”, “não sinto tanto prazer”, “tira a graça do sexo”.   Lembrando que existem doenças, como a herpes genital e o HPV, que a camisinha não protege, porque é uma questão de contato com a pele e não com o sémen.

Diafragma

Não é um método muito popular, sendo usado apenas por 1% das mulheres. Se usado corretamente, tem uma eficácia de 94% contra gravidez. É uma cúpula feita de látex ou silicone que precisa ser colocado no colo do útero, igual quando se coloca um absorvente interno. Ele forma uma barreira física que não deixa o espermatozoide passar. Por isso não pode tirar logo após o sexo, precisa esperar até umas 6 horas depois. Tem gente que passa espermicida no diafragma antes de colocar, não existe contra indicação a isso, mas não é uma exigência. Você precisa ir ao médico para saber qual o tamanho mais adequado, varia entra 6 e 8 cm. E fique esperta porque com ganho ou perda de peso pode ser necessário a troca para outro tamanho.

Esponja vaginal

Tem uma eficácia de 88% contra gravidez e esse método é ainda menos eficaz para mulheres que já tiveram filhos. É uma esponja de poliuretano que tem sua aplicação igual ao diafragma, mas precisa ser molhada antes da aplicação e não tem variação de tamanho. A esponja contraceptiva pode ficar no corpo por até 30 horas após o sexo, não precisando ser trocado se ocorrer mais de uma ejaculação em um período de 24 horas. Ela já vem com a aplicação de espermicida, por isso seu uso não é recomendado para mulheres que mantêm muitas relações sexuais ao longo do dia, porque pode causar irritação e aumentar o risco de contrair alguma doença, como a cistite. Diferente do diafragma e da camisinha, a esponja não pode ser usada no período menstrual.

Espermicida

É um método de barreira química, tem uma taxa de eficácia de 82%. Quando não é usado com outro método contraceptivo sua aplicação é feita no fundo da vagina com um aplicador tradicional, o mesmo que se usa quando precisa fazer aplicação de remédios, como antibiótico. Precisa ser aplicado pelo menos 10 minutos antes do sexo e se o sexo demorar mais de uma hora após a aplicação sua eficácia é mais baixa. Irritação vaginal é uma reclamação frequente entre as mulheres que fazem uso do espermicida.

Com essas informações em mente, procure saber mais sobre algum método que te interessou e pergunte ao seu médico se é viável para você. Lembre-se: para ser totalmente eficaz, o método tem que te deixar segura.

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