Conheça o diafragma, método que está voltando a moda

Vocês sabiam que 79% das mulheres brasileiras usam algum tipo de contraceptivo? Dessas muitas escolhem métodos hormonais, como a pílula. Porém, um número cada vez maior de mocinhas está optando por contracepções sem hormônios. Eu mesma, parei com o anticoncepcional há mais de um ano e agora uso o DIU de cobre. Outras estão escolhendo o diafragma, que ficou um tempo na sombra e agora está voltando a moda. Ao contrário do DIU, ele não depende de um profissional, e permite que a mulher entenda sua própria anatomia, porque ela coloca e tirando quando quer.

Sobre o diafragma

O diafragma é um molde de silicone de formato circular, criado na Alemanha no século 19. Ele só chegou ao Brasil no fim dos anos 80, e rapidamente caiu em desuso. Isso pode ser explicado pela sua eficácia (94%) ser menor que outras formas de contracepção como a pílula e o DIU, além de precisar de um médico que conheça bem o método. O profissional tem que conhecer bem o diafragma e estar disposto a orientar a paciente – e nós sabemos o quão difícil é encontrar um médico ou médica com boa vontade.

O diafragma é um método contraceptivo de barreira, ou seja, evita a gravidez ao impedir que o espermatozoide entre em contato com o óvulo. Ele pode ter uso contínuo (todos os dias) ou somente antes da relação sexual. Colocar é bem simples: é só empurrar pelo canal vaginal até sentir que está cobrindo o colo do útero. Para retirar, é só inserir o dedo e puxar o diafragma para fora. Para entender melhor, é só apertar o play:

 

Depois do sexo, é preciso esperar pelo menos oito horas para retirar o diafragma. Essa janela de tempo é necessária porque esse é o tempo máximo que o espermatozoide sobrevive ao canal vaginal. Mas ó: nunca fique mais de 24 horas seguidas com ele!  É mega importante para sua saúde íntima deixar o seu canal vaginal livre por um tempo.

Eficácia

No chamado “uso perfeito”, a eficácia do diafragma varia entre 94 e 96%. Mas o que é “uso perfeito”? É quando a mocinha usa o método certinho: colocando da maneira certa e utilizando em todas as relações sexuais, mesmo quando ela não está nos dias férteis. Quando isso não acontece, a taxa de ineficácia pode chegar a 16%! 😮 Por isso, os médicos sugerem o uso do diafragma com outras formas de contracepção, como a tabelinha e a nossa querida camisinha.

Quero usar!

O primeiro passo é procurar uma médica de confiança, que esteja familiarizada com o diafragma. Na consulta, você vai passar por uma medição para saber qual o tamanho é o mais indicado. Nesse momento, aproveite para ver se você sente algum desconforto quando a médica testar diâmetros diferentes do produto. Fique atenta: o tamanho ideal não causa nenhum desconforto. Depois, a gineco vai te ensinar a colocar e retirar sozinha, e também vai fazer uma receita para você comprá-lo. Você vai encontrar o diafragma nas farmácias, mas só consegue comprar com a prescrição. #FicaDica: No SUS, você deve encontrar de graça, viu?

Vantagens

A principal é não ter hormônios! Isso significa que não tem efeitos colaterais, o que é ótimo. Ele é um método não invasivo, e que pode ser interrompido a qualquer momento. E para quem tem alergia ao látex, outra vantagem é que o diafragma é feito com silicone.

Desvantagens

Como eu disse ali em cima, se você não usar corretamente, as taxas de eficácia são de 84%. E o diafragma não protege contra doenças sexualmente transmissíveis. Só tem um método que faz isso, como estamos carecas de falar. É a… Camisinha! Seja a masculina ou feminina, tenha sempre um preservativo no bolso. Dessa forma, vocês estão bem protegidas das DSTs e de uma gravidez indesejada.

Atenção!

Enquanto o DIU dura de cinco a 10 anos, o diafragma deve ser trocado a cada três anos; ou imediatamente, se estiver rasgado ou furado. A higienização pode ser feita no banho, e nada de enfeitar. Água e sabão fazem o trabalho completo. Quando não estiver em uso, guarde na caixinha original, para evitar danos. Se você ganhar ou perder muito peso, volte ao consultório, porque isso pode alterar o seu diâmetro. Por fim, uma última dica: não use esse método durante a menstruação. Ele vai reter o sangue dentro do útero, o que pode causar uma infecção grave.

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