“Como eu vou explicar isso para meus filhos?”

Olá, mocinhas lindas e queridas! Tudo bem com vocês? Espero que sim. Essa semana temos mais um post bem sensível aos olhos das mamães que frequentam o blog. Depois de falar sobre sexualidade com os filhos, agora o “desafio” é como conversar com eles sobre a diversidade sexual.

Quem mandou essa pergunta é uma leitora, mãe de uma garotinha de seis anos, que não sabe como abordar essa questão sem confundir a “cabeça” de sua filha, muito menos ser preconceituosa em suas colocações. Particularmente, antes de enfatizar de que existe uma diversidade sexual, o mais importante é ensinar aos nossos filhos o significado de respeito ao próximo.

O valor de respeito às diferenças podem (e deveriam!) ser ensinadas desde sempre, a partir de pequenas coisas e rotinas da criança. Por exemplo: diferenças de tons de pele entre os amigos da escola, de tipos de cabelo entre os membros da família, corpos entre os vizinhos, crenças entre os amiguinhos  do bairro/rua condomínio, por aí vai…  Sempre reforçando, é claro, que mesmo que o amigo seja diferente em qualquer aspecto, o respeito e o amor devem prevalecer. Todas as mensagens devem servir como promoção da aceitação das diferenças para favorecer o desenvolvimento das crianças para o exercício pleno da cidadania como adulto.

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Como e quando falar com meus filhos sobre isso?

A questão da diversidade sexual deve ser tratada da mesma forma citada acima. Hoje existe uma certa insistência em se tratar a homossexualidade como problema a ser debatido, o que esconde o problema maior que deve ser combatido: o preconceito. O ponto crucial não é “estimular” uma orientação sexual ou outra (tanto porque isso não é possível, ok?), mas combater a violência que exclui e oprimir pessoas em nome de uma ideia de ‘heteronormalidade’, sem reconhecer e respeitar a diversidade de possibilidades da experiência humana.

Algo primordial também  que nós, pais, devemos nos atentar o tempo todo é que somos os primeiros ídolos de nossos filhos, somos seus exemplos. Para isso, não basta a regra “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Pais são modelos e, como tais, devem agir sem preconceito para que os filhos cresçam sem preconceitos.

Quem fala: os pais ou a escola?

Não existe uma regra sobre a faixa etária mais adequada para abordar esse assunto, nem fórmula que defina a quem cabe este papel, mas a conversa começa em casa. Os pais seriam as pessoas mais indicadas para falar sobre sexualidade para os filhos, pois o que é falado sobre sexualidade na sala de aula é de uma forma geral, tanto porque ali o foco é ensinar, não educar. Seria muito importante ação conjunta dos pais  e escolas em questões e atividades que abordam o respeito e combate ao preconceito. 

Essas informações devem ser dadas aos poucos, de acordo com a curiosidade das crianças, pois somente assim elas terão tempo de elaborar o que escutaram. Mais do que isso, é importante que os pais estejam tranquilos em relação à própria sexualidade e escutem os filhos para saber como eles estão processando as informações recebidas. A resposta da família deve ser buscada em conjunto, percebendo e respeitando os limites da criança e considerando o seu nível de amadurecimento.

Quando  questionados sobre o fato de terem visto dois homens ou duas mulheres juntos, é importante reforçar de modo natural e seguro que são apenas duas pessoas que se amam e que devem ser respeitadas. O fato de estarem vendo um casal homoafetivo ou  até mesmo convivendo não significa que seu filho está sendo influenciado a uma determinada orientação sexual.

O assunto deve ser tratado desde cedo. Cada criança é única e tem suas próprias demandas; nem todas precisam entender isso aos seis anos. Há crianças que não perguntam, e tá tudo bem. O problema é quando os pais escondem quando as crianças passam a querer entender. Isso cria um tabu e tudo o que é proibido é interessante: elas acabam procurando as respostas na rua, e nem sempre isso acaba bem.

Caso o pai ou a mãe seja homossexual, pode ser que os filhos precisem de acompanhamento de especialistas. Isso porque a homofobia é um punidor social: gays são punidos e as crianças de pais e mães homossexuais são punidos através do bulliyng ou até mesmo em violência física. A organização familiar hoje está diferente, é uma realidade nova. Infelizmente, muito de nós não fomos educados por nossos pais a aceitar a homossexualidade como algo natural. Hoje, com todas as mudanças culturais e de comportamento, temos  a obrigação em rever esses conceitos  e educar nossos filhos com os valores do amor, compreensão e respeito.

Não se aprende a ser gay, mas se aprende a ser preconceituoso. Cabe a nós, pais, sermos ferramentas de mudanças para que as gerações futuras. Quem sabe não estamos “plantado a sementinha” de uma possÍvel geração menos machista, menos homofóbica, menos preconceituosa e mais humana?

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One comment

  1. marina Teixeira pinto says:

    Tenho um histórico de abusos físicos e sexuais, tenho muitos traumas, mas agora eu to com uma pessoa especial e queria muito me permitir a viver minha sexualidade sem amarras,sem travas.
    Existe técnica para esse recomeço?
    Oq devo fazer

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