Amos e Masmorras – O Torneio

Vocês piraram com Amos e Masmorras – A Submissão e eu finalmente voltei para falar da continuação! Dessa vez, vamos acompanhar Cleo e Lion dentro do Dragões e Masmorras. Para quem não lembra do que aconteceu no primeiro livro, aqui vai um pequeno resumo: Cleo Connelly é policial, dona de cabelos vermelhos marcantes e de uma personalidade forte que aceitou se infiltrar em uma missão do FBI que quer desmontar uma quadrilha internacional de tráfico humano — e, de quebra, procurar sua irmã, que trabalha no FBI e sumiu durante essa mesma missão. Essa quadrilha vai agir no meio de um torneio de BDSM, e Cleo vai ter que entrar na competição como submissa. Seu amo, parceiro de missão e superior? Lion Romano, que é apaixonado pela ruiva desde que eles são pequenos. Durante uma semana, ele ensinou como Cleo deveria se comportar, os princípios e práticas básicas do BDSM.

Lembraram de tudo? Então vamos para o segundo ato. Lembrando que a resenha tem passagens do livro bem explícitas, ok?

Quem leu o primeiro livro, sabe que o final foi tenso. Eu quis arrancar a cabeça do Lion e bater com ela na parede, porque, sério, que babaca.

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Basicamente o que eu quis fazer quando acabei de ler A Submissão

Enfim, voltando ao segundo livro. Os dois estão no Torneio e agora Cleo tem que provar que aprendeu tudo o que deveria para ser uma boa submissa. Afinal de contas, é uma competição de BDSM, de pessoas que brincam para valer. Achei bem legal essa divisão que a Lena Valenti propôs: a primeira parte é realmente uma introdução desse mundo que vai ser explorado, enquanto o segundo é ação. Eu diria que o primeiro é a teoria e o segundo é a prática, mas quem leu A Submissão sabe que as aulas foram bem aprofundadas. E, sério, quem não quer umas aulinhas particulares com o Lion? Com aquele sorrisinho, aquela vontade toda…

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Desculpa, me distraí aqui. Eu estava falando sobre o que mesmo?

 Ah, é, a história. Meio difícil não dar spoilers, porque O Torneio é todo trabalho em resolver a grande investigação que deu origem a tudo. Nesse livro, nós conhecemos outros personagens, que vão aparecer nos próximos volumes. Inclusive, Markus, o misterioso russo que iremos conhecer melhor no terceiro livro, que vai sair em breve, de acordo com a editora Universo dos Livros. Além dele, temos Nick, mais conhecido como Tigrão, Sharon, a Rainha das Aranhas e Prince, um Amo com o coração partido e muita vingança no coração. Todas essas histórias se unem no campeonato, cada um com seu motivo e objetivo.

E, cara, um milhão de palmas para Lena Valenti. Ela pegou todos os clichês eróticos e não só tacou no lixo, como fez uma grande fogueira com as tramas já conhecidas. Os personagens são profundos, e apesar de ser uma mulher apaixonada, Cleo não se define apenas por isso. Ela é uma policial, infiltrada em uma missão do FBI e quer, acima de tudo, descobrir o que aconteceu com sua irmã. Claro que o romance entre os dois tem destaque no livro, mas o enredo vai muito além disso.

Cleo atraiu à multidão como traças à luz. A jovem tinha uma corda entre as mãos e empreendeu a marcha pela passarela, movendo os quadris ao ritmo balançante da música. A medida que caminhava, as submissas, que estavam atadas por seus colares à corda que ela segurava, foram aparecendo em cena, apoiadas sobre mãos e joelhos, com seus trajes de látex e suas cabeças todas cobertas com as máscaras, como se Cleo estivesse expondo-as em um torneio de beleza canina.

Então, queridas, se vocês gostam do mundo BDSM e querem explorar um pouco mais desse universo incrível, eu sugiro que vocês COMPREM ESSE LIVRO. Mesmo se vocês não tenham curiosidade em experimentar na vida real, vale super a pena. O final do Torneio é ótimo, dá aquele nervosinho até a última página para saber o que vai acontecer com os dois teimosos. E o último capítulo prepara o terreno para o nosso próximo casal: Leslie e Markus, que estrelam o terceiro e quarto volumes da série.

Claro que, para ler algo do tipo, vocês precisam abrir a mente e o coração. Não é aquele sexo “baunilha” e, diferente de livros como 50 Tons de Cinza, Amos & Masmorras leva BDSM à sério: explica o que é a prática, deixa bem claro que quem faz sexo BDSM não sofreu, necessariamente, algum tipo de abuso psicológico ou trauma de infância. São pessoas normais, que gostam de testar seus limites durante o ato sexual. Seja alguns tapinhas ou brincadeiras com velas e choques elétricos, são práticas seguras, feitas por pessoas que sabem o que estão fazendo. Assim como no livro, tudo tem que ser seguro, saudável e consensual. Entenderam? Então vamos pensar fora da caixinha e dar uma chance para outros sabores de sorvete? 😉

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