Amos e Masmorras – A Submissão

Eu comecei a ler a série Amos e Masmorras no fim do ano passado e a história me prendeu logo no início. Até falei um pouquinho sobre a trama quando indiquei a série no post 4 livros para esquentar (ainda mais) seu verão — mas é tão incrível que eu achei melhor fazer um post só para ela! São oito livros, dois para cada casal, e agora vou falar do primeiro livro, que é protagonizado por Lion & Cleo, meus dois bebês. Antes de começar, tenho dois coisas para dizer: primeiro, #TeamLion para a vida! Segundo que o texto contém trechos do livro com grande conteúdo sexual. Se não se sente confortável lendo, melhor parar por aqui.

A série é assinada por Lena Valenti, pseudônimo da escritora espanhola Lorena Cabo. Ela escreve romances fantásticos e eróticos, e já trabalhou como designer de sites e como chefe de imprensa. Seus livros chegaram no Brasil pela Editora Universos dos Livros, que começou a lançar Amos e Masmorras no meio de 2015. A série é sim muito explícita (recomendo ler com um copo de água bem gelada ao lado), mas o mais legal é que tem toda uma história por trás que vai além do sexo.

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Escreve sobre sexo e ainda posa com um filhote de catioro. Já quero ser BFF.

Em Amos e Masmorras – A Submissão, conhecemos Cleo Connelly, uma mulher impulsiva, cativante, cuja marca registrada é o seu combo de cabelos ruivos com olhos verdes. Seu maior sonho é entrar para o FBI, mas uma entrevista mal sucedida na fase final faz com que ela volte para sua cidade natal, Nova Orleans, onde acaba virando tenente. Um ano depois da fracassada entrevista, o subdiretor do FBI bate a sua porta com uma péssima notícia: sua irmã e também agente, Leslie, desapareceu enquanto trabalhava disfarçada em um caso importantíssimo, chamado.. Isso mesmo, Amos e Masmorras. Leslie investigava como uma rede de tráfico de pessoas e drogas usava um grande torneio de BDSM para selecionar as vítimas, que depois seriam vendidas como escravas humanas.

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Se você não está assim agora, sugiro que reveja suas escolhas de vida

Agora, o FBI vê em Cleo a solução para o caso não ir buraco abaixo. Como Leslie chamou bastante atenção de pessoas importantes dentro do campeonato por causa do seu físico — atenção essa que lhe rendeu o convite para a competição — o FBI acredita que Cleo também pode chamar atenção. Mesmo com suas diferenças físicas, a herança irlandesa faz com que elas se pareçam. Assim, além de ajudar a descobrir o paradeiro de sua irmã, a policial tem a chance de participar de um caso do FBI que visa desmontar uma quadrilha responsável por tráfico humano.

No meio dessa equação toda, ainda temos Lion Romano. Lion é melhor amigo de Leslie desde a infância e os três cresceram juntos. Assim como as irmãs Connelly, ele também queria ser um agente da lei — e conseguiu. Acabou se tornando um dos agentes de mais prestígio do FBI e foi encarregado pela missão Amos e Masmorras. Foi ele quem indicou Cleo para ser a agente infiltrada no lugar de Leslie. Ah, um detalhe bobo: ele é apaixonado por Cleo desde criança, mas admite isso? Claro que não. Cleo, por sua vez, sempre teve sentimentos conflituosos por Romano, mas não sabe como lidar com isso. E, sinceramente, nem eu saberia. Olha só a descrição desse ser:

Lion era um homem incrivelmente sexy, imensamente misterioso e estava infinitamente bem. O tempo o deixou com os ombros mais largos, e ainda que sempre tivesse sido alto e com boa forma, agora ostentava quilos de músculos perfeitamente delineados. Diziam que os homens só cresciam até os vinte anos. Lion era o exemplo perfeito de que era possível continuar em permanente crescimento. Seu corte de cabelo em estilo militar chamava atenção e, por trás dos óculos de aviador Gucci, Cleo sabia que ele conservava aqueles olhos azul-escuros que a deixavam nervosa sempre que Lion olhava para ela, o que tinha acontecido muitas vezes, mas sempre olhares de mau humor. Além de tudo, ele era uma das pessoas com os cílios mais compridos, delineados e cheios que ela já vira na vida, e era dono de um queixo ao estilo KirkDouglas que despertava seus desejos mais pervertidos.

Cleo, óbvio, aceita a missão. Ela tem apenas uma semana para aprender tudo sobre o mundo BDSM para o torneio, que se chama Dragões e Masmorras, no qual entrará como submissa. Dou um doce para quem acertar quem é seu superior e parceiro nessa missão.

Mentira, é óbvio que é o Lion.

E sabe a melhor parte? Lion já era um “dom” (dominante) antes de entrar na missão. Agora, ele tem que ensinar a Cleo, sua paixão desde a infância, como ser uma boa submissa — o que não vai ser uma tarefa fácil, levando em conta a personalidade forte da ruiva. Preparem-se para rir bastante em algumas cenas, e sentir bastante calor em outras.

O mais legal é o cuidado que a Lena tem na hora de explicar o que é o mundo BDSM. O manual que a Cleo lê para se acostumar com as regras do campeonato também serve para os leitores: explica os diferentes tipos de perfis de amos e submissos, algumas práticas e por aí vai. As “aulas” que o Lion dá para a Cléo são, além de muito quentes, bem explicativas. Ele não sai batendo nela; ele explica porque está fazendo determinadas coisas e como as pessoas sentem prazer isso. Tudo, é claro, com o lema do torneio — que deveria ser o lema de tudo, sempre: Consenso, saúde e segurança.

Se você pegar esse livro para ler, cuidado: você não vai conseguir parar até terminar. Eu mesma acabei em um dia, simplesmente porque não conseguia me controlar. Assim que acabei, parti logo para o segundo, que mostra os dois na competição.

Esqueça os livros eróticos clichês, com mocinhas frígidas e sem personalidade que mudam completamente quando um homem todo poderoso chega. Cleo é forte, determinada e não leva desaforo para casa. Lion é um macho alfa sim, mas que sabe se dobrar e leva em consideração os pensamentos de Cleo e o que ela quer fazer. Eu sei que ele não faz mais que a obrigação, mas em um universo de livros eróticos onde os homens tomam todas as decisões, é bom ver isso. Ele realmente se preocupa com ela, e a relação entre eles é ótima. Sexy e engraçada, como todo relacionamento deveria ser. A tensão sexual entre os dois é palpável.

Ela entendeu que ele não faria nada que ela pedisse enquanto ela estivesse recebendo seu “castigo” particular, então se concentrou em compreender as sensações que a percorriam para desfrutar melhor delas.

– Quatro! – Paffff… Na outra nádega. Essa tinha queimado.

Lion nunca tinha curtido tanto como fazia com Cleo. Ela era incrível, macia e flexível, mas ao mesmo tempo desafiante. Um pequeno cavalo desbocado e selvagem. E adorava poder ensiná-la. Cleo, por sua vez, tentava se concentrar nas sensações. A língua de Lion em seus peitos proporcionava um prazer sobre-humano. E, ao mesmo tempo, o sangue que pulsava no clitóris, nas nádegas, na vagina… parecia que ela era atiçada a cada golpe. A experiência a estava deixando lânguida e molhada como um caracol.

Pois é, menina

O livro super vale a pena ser lido. Ele é mais focado no relacionamento dos dois e na “iniciação” da Cleo no mundo BDSM, mas já mostra personagens que vão aparecer na continuação. Como eu disse lá em cima, recomendo ler com um copo de água bem gelada ou com aquele contatinho esperto na discagem rápida. Ah, e se vocês se empolgarem e resolverem se aventurar no mundo BDSM, dá uma olhada nesse post aqui. Entrevistamos uma ex-dominatrix que falou sobre algumas práticas e deu dicas super valiosas 😉

2 comments

  1. Ingrid Rodrigues says:

    Eu também adorei a série e gostaria de saber se você tem alguma informação de quando vai ser lançado a continuação aqui no Brasil?

    • Thayanne Porto
      Thayanne Porto says:

      Oi, Ingrid! A continuação, O Torneio, já foi lançada 😀 O terceiro volume vai ser lançado em breve, mas ainda não tem data.

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