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Corpo,  Sexo

Action: Teste de HIV de farmácia já está disponível

Ele finalmente chegou: Action, o primeiro teste de farmácia para detectar HIV registrado no Brasil começou a ser vendido. A previsão é que ele possa ser comprado em todo o país até o fim do mês. O exame é bem rapidinho e fácil de ser feito: com apenas uma gota de sangue você saberá seu resultado, que pode levar entre 15 e 20 minutos para sair. Em uma época que estamos deixando de usar camisinha nas relações sexuais, o que gera consequências terríveis, como a pior epidemia de HIV no Brasil desde a década de 80, esse tipo de iniciativa pode salvar vidas – literalmente. 

Sobre o Action

Aqui no Brasil, a empresa Orangelife Comércio e Indústria será responsável pelo Action, que custará entre R$ 60 e R$ 70. Achou o preço salgado? Você também pode se testar para HIV de forma gratuita e anônima nos postos de saúde, ok? O exame é bem parecido com aqueles que medem glicose para diabéticos, pois também funciona com a coleta de sangue. Mas relaxa que você não vai precisar se cortar e transformar seu quarto em um cenário de filme de terror! É só um furinho no dedo, que será feito com uma lanceta que vem no teste. Tudo limpinho e lacrado para garantir a sua segurança.

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O resultado demora entre 15 e 20 minutos para sair. Se for positivo, vai acusar a presença do anticorpo do HIV, que mostra que a pessoa foi exposta ao vírus. O Action tem 99,9% de eficácia, mas só é capaz de indicar a presença do HIV depois de 30 dias de exposição. Esse período é chamado de “janela imunológica”, e é o intervalo de tempo entre a infecção e a produção de anticorpos anti-HIV no sangue. Se o resultado for negativo, é recomendado que você refaça o teste mais três vezes, sempre com um intervalo de 30 dias entre os testes, até completar 120 dias após a exposição. Seu resultado foi positivo? Respira, mocinha. Nós vamos falar sobre isso daqui a pouco.

Vantagens do Action

Os especialistas apontam aspectos muito positivos do Action: ele funciona como mais uma ferramenta no diagnóstico e combate do HIV, que está cada vez mais presente nos jovens. Esse tipo de exame também pode ajudar a suprir a carência do teste usado nos Centros de Testagem. O Ministério da Saúde emitiu uma recomendação para que os médicos só usassem os testes em casos prioritários, como os de gestantes e crianças até 18 meses de idade – a justificativa é que eles estariam com dificuldade de comprar os exames pelo preço de referência.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica outra vantagem desses autoexames: privacidade. No conforto e anonimato dos lares, pode aumentar o número de pessoas que, caso contrário, não realizariam o teste. Apesar dos exames feitos no SUS serem anônimos, muitos têm vergonhas de irem até os Centros de Testagem.

Nem tudo são flores

Se o resultado for positivo, a pessoa vai receber essa notícia sem apoio nenhum – o que é terrível. Por isso, a Anvisa determinou que esse tipo de teste deve trazer a indicação de um canal de comunicação para atendimento dos usuários que funcione 24 horas por dia e o número do Disque Saúde: 136. Mesmo assim, é difícil mensurar quantas pessoas que se descobriram soropositivas de fato procurem ajuda médica. Um dado que nos ajuda a pensar positivo é que pesquisas feitas na região da África subsahariana mostram que entre 50% e 56% dos voluntários que fizeram autoteste procuraram de forma voluntária um serviço de saúde.

Fiz e deu resultado positivo… E agora?

Vamos lá, mocinha. Se o seu resultado for positivo, você deve procurar um serviço de saúde  para confirmar testes laboratoriais. Foi positivo mesmo? Não precisa se desesperar: hoje em dia, pessoas portadoras do vírus HIV vivem vidas plenas com o tratamento adequado. Não vou mentir: não não existe uma forma 100% segura de você viver uma relação sem contaminar a outra pessoa. Mas, seguindo tudo à risca, as chances de contaminação são quase nulas. E o tratamento hoje em dia é muito bom – basta um comprimido por dia.

E então, mocinhas, o que acharam? Deixem suas opiniões nos comentários!

Thayanne Porto

Jornalista de coração, alma e diploma, encontrou nas palavras o melhor modo de se expressar. Feminista em eterna construção. Apaixonada por livros, séries, drag queens e sua gata Julietta. Acredita que a revolução pode (e deve!) acontecer de dentro para fora - e por que não dentro de quatro paredes? Quer mandar um e-mail? Escreva para thayanne@quenemmocinha.com

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